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Abstract:
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Desde que iniciou suas atividades, em 1984, há 41 anos o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) realizou 408.230 atendimentos de suporte ao diagnóstico e tratamento de intoxicações. No ano de 2025 foram realizados 31.634 atendimentos, dos quais 30.979 (98%) foram casos de exposição humana, 139 (0,4%) casos de exposição animal e 516 (1,6%) solicitações de informação, sem a existência de vítima exposta. Houve um aumento de 9,4% em relação aos atendimentos do ano de 2024. Além dos atendimentos, foram realizados 24.240 acompanhamentos de casos até o seu encerramento. Como atividades de educação e ensino, além das participações em congressos e palestras, o CIATox/SC ofereceu estágios para acadêmicos das Residências Multiprofissional e de Urgência e Emergência e, na Graduação, para os Cursos de Medicina, Farmácia, Biologia e Design. Os grupos de agentes responsáveis pelo maior número de atendimentos foram os Medicamentos (32,2%) seguidos pelos Animais Peçonhentos/Venenosos (19,5%). A maioria das solicitações foi proveniente do Estado de Santa Catarina, sendo 20,3% da macrorregião da Grande Florianópolis. Os meses quentes são os de maior ocorrência de atendimentos, principalmente em decorrência do aumento do número de casos de animais peçonhentos. A maior parte das solicitações foi realizada por profissionais da área da saúde (89,8%), principalmente médicos (86,3%) provenientes de Hospitais (54,3%), Unidades de Pronto Atendimento (28,5%) e Unidades Básicas de Saúde (7,6%). Ligações telefônicas das residências representaram 7,2% dos casos. Em relação aos casos humanos a exposição ocorreu principalmente nas residências (72,3%). A distribuição dos casos humanos por sexo foi superior no feminino (54,1%). Observa-se a predominância das exposições na faixa etária dos adultos jovens de 20 a 29 anos (18,3%) seguida de 30 a 39 anos (15,3%) e nas crianças de 1 a 4 anos (13,9%). A principal circunstância de exposição foi acidental (40,9%), seguida das tentativas de suicídio (26,9%) e de acidente ocupacional (5,3%). A via oral foi a mais frequente, ocorrendo em 45,5% dos casos; seguida da mordida/picada ou contato com animais peçonhentos ou não peçonhentos (26,2%). Conforme a Classificação de Gravidade Final e o escore de gravidade de intoxicações (Poisoning Severity Score – PSS) os casos foram classificados como: leve (70,4%), seguida pela moderada (2,7%), grave (1,5%), nula (0,6%) e fatal (0,3%). Na maior parte dessas exposições o paciente apresentou-se curado (73,2%). Ocorreram 87 óbitos no total de 30.979 casos humanos atendidos. Destes, 69 casos (0,2%) foram óbitos relacionados à intoxicação e 18 casos (0,1%) foram óbitos por outra causa. A maior taxa de letalidade foi por Drogas de Abuso (4,63%). |