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Abstract:
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Os óleos essenciais (OE) apresentam propriedades antimicrobianas, antioxidantes e repelentes contra insetos, despertando interesse para diferentes aplicações. O OE de Litsea cubeba destaca-se por sua atividade antimicrobiana e repelente, porém sua alta volatilidade e baixa estabilidade limitam sua aplicação direta. Nesse contexto, o encapsulamento surge como uma alternativa para proteger o composto ativo e possibilitar sua liberação controlada. Assim, este trabalho teve como objetivo encapsular o OE de Litsea cubeba em matrizes de quitosana e alginato, avaliando as características físico-químicas e a estabilidade das partículas obtidas, e posterior incorporação em tecidos de algodão. As partículas foram obtidas por gelificação iônica, utilizando TPP para a quitosana e CaCl₂ para o alginato, e caracterizadas quanto ao tamanho de partícula (Dp), índice de polidispersão (PDI), potencial zeta (PZ), eficiência de encapsulamento (EE) e estabilidade frente ao tempo, pH e temperatura. As partículas de alginato apresentaram Dp entre 95,52 e 111,65 nm, PDI entre 0,291 e 0,318, PZ entre −5,00 e −8,76 mV e EE entre 93,49 e 97,05%. Já as partículas de quitosana apresentaram Dp entre 93,42 e 142,67 nm, PDI entre 0,391 e 0,428, PZ entre 6,30 e 13,90 mV e EE entre 97,66 e 99,30%. O alginato apresentou maior estabilidade frente às variações de pH, enquanto ambos os sistemas sofreram alterações em condições mais elevadas de temperatura e ao longo do armazenamento. Posteriormente, as partículas foram aplicadas em tecidos de algodão por impregnação em foulard, utilizando diferentes condições de secagem e fixação, incluindo uma condição com binder de poliuretano (PU). Os tecidos foram avaliados quanto a liberação do óleo antes e após a lavagem, alteração de cor e atividade repelente. A Nano 2 apresentou maior liberação antes da lavagem, enquanto a Nano 3, contendo binder de PU, apresentou maior liberação após a lavagem. Os tecidos funcionalizados também apresentaram baixa interação dos mosquitos em comparação aos controles, indicando atividade repelente frente ao Aedes aegypti. Dessa forma, os resultados demonstram o potencial do OE de Litsea cubeba encapsulado em alginato e quitosana para o desenvolvimento de tecidos funcionais com atividade repelente. |