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Abstract:
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A presente pesquisa trata-se de um recorte do projeto “Mulheres Negras que Fazem Ciências” articulado entre as universidades federais e estaduais da região Norte, Nordeste e Sul, com o objetivo de incentivar a participação de meninas e mulheres negras na formação, permanência e ascensão na dimensão científica e tecnológica por meio de ações em espaços educativos. Neste contexto, objetivamos estimular a participação das meninas e mulheres negras em estudos nas áreas das Ciências Exatas, Engenharia e Computação por meio do reconhecimento de outras pesquisadoras já atuantes no campo acadêmico. Partiu-se da identificação das cientistas negras atuantes na Universidade Federal de Santa Catarina, nos seus diferentes campi, de Blumenau, Araranguá, Joinville, Curitibanos e Florianópolis. A etapa de mapeamento das docentes identificou-se 298 docentes distribuições entre as diversas áreas que compõem a Ciências Exatas e Tecnológica. Na análise dos Lattes no campo de cor ou raça, apenas 2 professoras, se autodeclaram como mulheres pardas, isto é, mulheres negras segundo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir dos dados iniciais optamos por uma pesquisa bibliográfica no acervo de Passatempo, do Projeto de Extensão de Meninas e Mulheres nas Ciências da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O jogo final contabilizou 19 cientistas, tais como Eliza Maria Ferreira Veras da Silva, Katemari Diogo da Rosa, Franciellen Rodrigues da Silva Costa, Assicleide da Silva Brito, Keysy Solange Costa Nogueira, Barbara Karine Soares Pinheiro, Rita de Cassia dos Anjos, Enedina Alves Marques, Edimara Gonçalves Soares, Edinéia Tavares Lopes,, Joana D´arc Felix Sousa, Luanda Sithá de Moraes, Joana Angélica Guimarães da Luz, Anna Maria Canavarro Benite, Dinalva Aires de Sales, Eliade Ferreira de Lima, Jaqueline Goes de Jesus, Sonia Guimarães, Joana Passos e Ana Paula Hilário. Os resultados mostram-se que as instituições acadêmicas na região Sul, ainda possuem um quantitativo mínimo de professores negros(as) autodeclarados em seus currículos ou ainda, que estes quantitativo de profissionais desconhecem a particularidade deste preenchimento tão relevante para construção de políticas públicas que incentivem a inserção da diversidade neste espaço. Além disso, a construção deste recurso didático, o jogo da memória possuí as potencialidades didáticas, tanto para fortalecer discussões referentes as questões de gênero e relações étnico-racial nas carreiras científicas e tecnológicas, além de problematizar questões sobre a autodeclaração de professores universitários no campo acadêmico. |