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Abstract:
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A amêijoa Phacoides pectinatus era um bivalve de grande importância socioeconômica e ecológica, adaptado a ambientes extremos e cuja defesa orgânica dependia exclusivamente do sistema imune inato mediado pelos hemócitos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a capacidade fagocítica dos hemócitos de P. pectinatus, visando padronizar um protocolo de monitoramento imunológico para o manejo e a sustentabilidade na aquicultura. A hemolinfa foi coletada do músculo adutor anterior e submetida a um ensaio fluorimétrico de alto rendimento em microplacas de 96 poços, utilizando partículas biológicas marcadas com fluoróforo (zymosan conjugado ao Texas Red) e microesferas sintéticas inertes (beads de látex). Em paralelo, o índice fagocítico individual foi validado via microscopia de luz. A análise quantitativa demonstrou uma resposta fagocítica expressiva frente ao zymosan, atingindo uma emissão média de 37.279,50 (± 12.019,68) Unidades Relativas de Fluorescência (RFU), valor superior a 2,5 vezes em relação ao grupo controle. Por outro lado, a internalização de beads inertes (41411,67 ± 1902,34) foi muito discreta em relação ao controle (39801,33 ± 1059,48). O índice fagocítico médio, avaliado por microscopia, foi de 14,25% (± 7,17), o que revelou uma ampla variabilidade imunológica individual (variando de 5,50% a 28,00%). Os resultados demonstraram que os hemócitos de P. pectinatus são capazes de reconhecer e fagocitar partículas exógenas, , em particular, frente carboidratos da parede celular de leveduras (zymosan). Concluiu-se que a leitura fluorimétrica em microplacas, empregando-se o zymosan, consistiu em um método rápido, robusto e quantitativo, a qual pode ser empregada na avaliação da atividade fagocítica como parte do monitoramento da saúde e do bem-estar da amêijoa. |