A dimensão política das práticas de metrificação: a inclusão da categoria Sul-Norte nos relatórios COBRADI
Show simple item record
| dc.contributor |
UFSC |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Leite, Iara Costa |
|
| dc.contributor.author |
Kiefer, Bernardo Almada |
|
| dc.date.accessioned |
2026-09-14T10:34:02Z |
|
| dc.date.available |
2026-09-14T10:34:02Z |
|
| dc.date.issued |
2026-09-09 |
|
| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276302 |
|
| dc.description |
Tecnologia e inovação |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
No ano de 2010, na esteira de uma década em que a participação brasileira em discussões multilaterais e fóruns internacionais ganhou volume e repercussão, o governo brasileiro, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicou a primeira edição do relatório “Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional” (COBRADI), um mapeamento das iniciativas e gastos com cooperação internacional das instituições ligadas à administração pública federal. A premissa do relatório é quantificar e descrever as práticas próprias do Brasil no âmbito da cooperação, englobando as particularidades inerentes às instituições do país. Nesse sentido, o documento apresentou, ainda em sua primeira edição, distinções com relação às práticas de metrificação e conceituações de cooperação adotadas pela OCDE, instituição que tradicionalmente rege essas esferas em nível global. Tendo em vista que, historicamente, a metrificação da cooperação internacional é muito influenciada por paradigmas hierarquizados de distinção entre Norte e Sul global, mas ao mesmo tempo passa por um processo de transformação contínua desde sua origem, o presente trabalho visa investigar a inclusão da categoria de fluxos de cooperação “Sul-Norte” pelo Brasil nos relatórios COBRADI. Busca-se, assim, compreender o significado político da adoção dessa nomenclatura e a forma como o aparente rompimento com o padrão vigente reflete também a percepção do próprio Brasil quanto ao seu papel dentro dos fluxos internacionais de transferências de recursos para o desenvolvimento. Para isso, a pesquisa adota como metodologia uma combinação de análise documental dos relatórios COBRADI (2010-2024) com revisão de literatura sobre os paradigmas da cooperação internacional para o desenvolvimento e sobre fluxos Sul-Norte, buscando fazer inferências sobre o significado da inclusão do termo nos relatórios e as instituições que aparecem mais comumente atreladas à categoria em questão. Ainda que a origem específica da decisão de incluir os fluxos Sul-Norte não possa ser traçada a um único indivíduo ou instituição específicos, os resultados apontam para um protagonismo das instituições de educação, ciência e pesquisa brasileiras como principais vetores no estabelecimento de relações com o Norte global. Além disso, a análise textual dos relatórios COBRADI e de obras e artigos publicados por seus editores ao longo dos anos indica que houve um processo de amadurecimento quanto à discussão sobre Sul-Norte, que posiciona o relatório entre o rompimento total com as métricas tradicionais e uma simples adaptação do que é institucionalizado hoje. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
15 |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis |
pt_BR |
| dc.subject |
Cooperação internacional |
pt_BR |
| dc.subject |
Sul-Norte |
pt_BR |
| dc.subject |
Metrificação |
pt_BR |
| dc.title |
A dimensão política das práticas de metrificação: a inclusão da categoria Sul-Norte nos relatórios COBRADI |
pt_BR |
| dc.type |
video |
pt_BR |
Files in this item
This item appears in the following Collection(s)
Show simple item record
Search DSpace
Browse
-
All of DSpace
-
This Collection
My Account
Statistics
Compartilhar