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Abstract:
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Introdução: As instituições hospitalares apresentam elevada complexidade organizacional, exigindo articulação de recursos humanos, tecnológicos e financeiros. Os modelos de gestão influenciam diretamente a qualidade da assistência, a satisfação profissional e a segurança do paciente. No Brasil, a criação do HU BRASIL representou uma mudança importante na gestão dos hospitais universitários, impactando a organização do trabalho e as relações profissionais. Por isso, compreender os efeitos dessas transformações sobre o ambiente de prática da enfermagem é essencial, considerando sua relação com desfechos assistenciais e satisfação profissional. Objetivo: Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi comparar o ambiente de prática profissional de enfermeiros antes e após a mudança do modelo de gestão hospitalar. Método: O método foi um estudo quantitativo, descritivo-analítico, com dados de dois estudos transversais realizados em hospital universitário do Sul do Brasil (2012–2013 e 2019). Participaram 106 e 134 enfermeiros, respectivamente. Utilizou-se um questionário sociodemográfico e o B-NWI-R para ambas pesquisas. Foram aplicadas análises descritivas e inferenciais, com nível de significância de 5%. Resultados: Em relação aos resultados, houve redução de profissionais RJU (100% para 58,2%) e aumento de vínculos CLT (41,8%) (p<0,001), além da mudança nas áreas de atuação, com destaque para a emergência. Observou-se redução significativa no tempo de trabalho na unidade e no hospital, indicando maior rotatividade. Não houve diferenças significativas nos domínios do B-NWI-R entre os períodos. Em 2019, profissionais RJU apresentaram maior autonomia que CLT. (p=0,009). Entretanto, os domínios controle sobre o ambiente, relações entre médicos e enfermeiros e suporte organizacional mantiveram-se estáveis. Conclusão: Por fim, apesar das mudanças no modelo de gestão, não houve impacto significativo na percepção do ambiente de prática. Contudo, a maior rotatividade e diferenças relacionadas ao vínculo empregatício sugerem influência nas condições de trabalho. Reforça-se a necessidade de estratégias que fortaleçam autonomia, suporte organizacional e relações interprofissionais para garantir qualidade assistencial e satisfação profissional. |