Membranas Fotoativas De PVA/Quitosana Com Azul De Metileno Para Aplicação Na Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana
Author:
Santos, Miguel Sampaio dos
Abstract:
O câncer de pele e as lesões cutâneas representam desafios clínicos que demandam o desenvolvimento de coberturas terapeuticamente estratégicas. Curativos passivos tradicionais, como a gaze, falham em prevenir diversas infecções, causam desidratação e geram novos traumas celulares na remoção. Em contrapartida, as membranas poliméricas assimétricas destacam-se como curativos promissores por ter a capacidade de mimetizarem a estrutura nativa da pele. A associação entre o poli(álcool vinílico) (PVA), um polímero sintético hidrofílico de alta flexibilidade e estabilidade mecânica, com a quitosana (QTS), um biopolímero com uma pronunciada atividade antimicrobiana biocompatibilidade e mucoadesividade torna-se uma abordagem promissora na obtenção de membranas. . Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de membranas poliméricas assimétricas baseadas em PVA e QTS com a incorporação de Azul de metileno, visando à sua aplicação na Terapia Fotodinâmica (PDT) e na regeneração acelerada do tecido cutâneo, funcionando como uma espécie de curativo inovador. As membranas assimétricas foram preparadas utilizando-se diferentes proporções mássicas dos polímeros (1:1,1:1,5,1:2 e 2:1) na presença de Azul de Metileno (mg/mL) A caracterização estrutural e a compatibilidade química das membranas foram analisadas por Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR). A estabilidade térmica e as transições termodinâmicas do sistema foram quantificadas por Análise Termogravimétrica (TGA) e Calorimetria Exploratória de Varredura (DSC). A morfologia das membranas foi analisada por Microscopia óptica com luz polarizada (PLOM), analise de homogeneidade e por espessuras e massas. O espectro de FTIR confirmou a miscibilidade molecular das membranas através do deslocamento de banda na região de 3200-3500 cm⁻¹, responsáveis pelos estiramentos dos grupos (-OH) e (-NH), A análise de TGA revelou um perfil de degradação em três etapas, destacando a sobreposição de degradação térmica do AM, do PVA e da quitosana na faixa crítica de 200 °C a 350 °C. O termograma de DSC confirmou a miscibilidade molecular do sistema através da supressão e alargamento do pico de fusão cristalina do PVA a ~196 °C e do deslocamento da temperatura de transição vítrea da quitosana a ~190 °C. Assim, os resultados obtidos demonstraram que as membranas de PVA/QTS contendo (1:1,5 e 1:2) apresentaram propriedades favoráveis ao desenvolvimento de curativos, sendo promissoras para as próximas etapas do estudo envolvendo testes in vitro e ensaios microbiológicos.