É possível devolver ao leite humano sua microbiota?: Reconstituição da microbiota do leite humano em recém-nascidos prematuros.

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É possível devolver ao leite humano sua microbiota?: Reconstituição da microbiota do leite humano em recém-nascidos prematuros.

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Title: É possível devolver ao leite humano sua microbiota?: Reconstituição da microbiota do leite humano em recém-nascidos prematuros.
Author: Ferreira, Sheila Reis Oliveira Carvalho
Abstract: Este trabalho integra o projeto “Reconstituição da microbiota do leite como estratégia de suporte nutricional de recém-nascidos prematuros: determinação de efeitos clínicos e moleculares de ensaio clínico”. O leite materno constitui fonte de nutrientes e componentes bioativos para o recém-nascido, incluindo metabólitos, fatores imunológicos e uma microbiota própria. Quando o leite da própria mãe é insuficiente, o leite humano de doadora pasteurizado representa uma alternativa, embora a pasteurização resulte na inativação de sua microbiota comensal e possa modificar componentes bioativos. O Laboratório de Imunorregulação (iREG) desenvolve uma estratégia de reconstituição da microbiota do leite pasteurizado por meio da inoculação de 10% de leite da própria mãe, seguida de incubação a 37 °C por quatro horas. A estratégia foi testada em ensaio clínico randomizado (ReBEC RBR-729kr8x; CAAE 41063520.4.0000.0121) na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, incluindo a análise do metaboloma do leite após a reconstituição da microbiota. A análise demonstrou que o leite com microbiota reconstituída apresentou enriquecimento de metabólitos microbianos, alguns com potencial para modular a resposta imunológica neonatal. Posteriormente, alguns desses metabólitos foram avaliados em modelo murino para investigar possíveis efeitos sobre o desenvolvimento imunológico neonatal. Durante a iniciação científica, foi realizado treinamento em análise de dados de citometria de fluxo, com ênfase na identificação e caracterização de populações de células imunológicas do linfonodo mesentérico de camundongos tratados ou não com os metabólitos. A análise das células revelou diferenças na composição das populações de linfócitos T entre os grupos, com maior frequência de células CD4⁺ nos animais tratados com metabólitos, enquanto os não tratados apresentaram maior frequência de células CD8⁺. Os resultados sugerem que os metabólitos enriquecidos após a reconstituição da microbiota do leite humano podem influenciar a composição das populações de células imunológicas durante o período neonatal. Também foram acompanhados e analisados resultados do perfil de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) em 36 amostras pareadas de leite de doadora pasteurizado e leite reconstituído. Observou-se aumento significativo de acetato após a reconstituição (p=0,0442), redução de isobutirato (p<0,0001) e ausência de diferença significativa para o butirato (p=0,3964). Os resultados demonstram que a reconstituição da microbiota é capaz de modular o perfil de AGCC do leite humano pasteurizado, indicando a retomada da atividade metabólica microbiana. Com base nesses resultados, foi elaborado um resumo científico para apresentação em congresso, proporcionando experiência na organização, interpretação e comunicação de resultados científicos.
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276168
Date: 2026-09-10


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Sheila_Ferreira_SIC_2026.mp4 98.00Mb MPEG-4 video View/Open Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Medicina

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