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Abstract:
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A quinoa (Chenopodium quinoa Willd.) apresenta crescente interesse para a diversificação dos sistemas agrícolas devido ao seu valor nutricional e à adaptabilidade a diferentes condições edafoclimáticas, podendo ter seu crescimento e sua eficiência nutricional favorecidos pelo uso de fungos micorrízicos arbusculares (FMA) e bioinsumos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da inoculação com o FMA Rhizophagus irregularis e de doses de um biofertilizante à base de ácidos húmicos sobre o crescimento, a nutrição e as respostas fisiológicas da quinoa. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 × 6 (presença e ausência de inoculação × seis doses de biofertilizante), com quatro repetições. Aos 90 dias após a semeadura, foram avaliadas variáveis biométricas, índice de clorofila foliar, teores e acúmulos de N e P e colonização micorrízica. As doses de biofertilizante influenciaram o crescimento da quinoa, com incrementos de 81,7% na massa seca da parte aérea, entre as doses de 3 e 9 mL L⁻¹, e de 34,6% no diâmetro do colmo e 41,5% na altura das plantas, entre o controle e a dose de 9 mL L⁻¹. O índice de clorofila foliar e o teor de N não foram alterados pelos tratamentos. O teor foliar de P variou em função das doses de biofertilizante, sendo 132,4% superior na dose de 24 mL L⁻¹ em relação à dose de 9 mL L⁻¹. O acúmulo de N acompanhou as variações observadas na produção de biomassa. Para o acúmulo de P, houve interação entre os fatores, sendo que, na dose de 24 mL L⁻¹, a inoculação com FMA proporcionou incremento de 136,1% em relação às plantas não inoculadas. Nessa mesma dose, entretanto, a colonização radicular foi 58,9% menor nas plantas inoculadas em comparação às não inoculadas. Conclui-se que as respostas da quinoa ao biofertilizante foram dependentes da dose aplicada, com efeitos sobre o crescimento vegetativo e a nutrição fosfatada. A inoculação com R. irregularis apresentou efeito mais evidente sobre o acúmulo de P quando associada à dose de 24 mL L⁻¹ de biofertilizante, apesar da menor colonização radicular observada nessa condição, demonstrando que os efeitos da associação entre FMA e biofertilizante foram dependentes da dose aplicada |