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Abstract:
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A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma enfermidade de importância veterinária e epidemiológica, podendo ocorrer simultaneamente a outras infecções transmitidas por vetores. A presença de coinfecções pode dificultar a interpretação dos sinais clínicos e o diagnóstico dos animais, tornando relevante a investigação da circulação desses agentes. O presente estudo teve como objetivo investigar a ocorrência de patógenos transmitidos por vetores em cães positivos e negativos para LVC no município de Florianópolis, Santa Catarina, com ênfase na comparação de agentes investigados em ambos os grupos. Foram analisadass 213 amostras de sangue de cães, sendo 33 positivos e 180 negativos para LVC. Amostras de DNA foram submetidas a diferentes ensaios de PCR e qPCR para a detecção de patógenos transmitidos por vetores, e as amostras positivas foram submetidas ao sequenciamento de Sanger para confirmação molecular. Entre os cães positivos para LVC, foram identificados Dirofilaria immitis em dois animais (6,06%) e um agente da família Anaplasmataceae (3,03%), cuja identificação não permitiu diferenciação conclusiva entre Anaplasma spp. e Ehrlichia canis. Entre os cães negativos para LVC, D. immitis foi identificado em dois animais (1,11%) e E. canis em sete (3,88%). Nos cães com LVC outras co-infecções também foram investigadas e os patógenos Acanthocheilonema reconditum (1 cão), ‘Candidatus Mycoplasma haematoparvum’ (3 cães) e Hepatozoon canis (1 cão) foram detectados, incluindo um cão com detecção simultânea de dois patógenos. Para os patógenos pesquisados nos dois grupos (D. immitis e Anaplasmataceae), a frequência da infecção por D. immitis foi de 6,06%, superior à encontrada em cães sem LVC (1,11%). Enquanto isso, para a família Anaplasmataceae, a frequência foi similar entre os dois grupos (3,88% e 3,03%). Apesar da diferença encontrada para a frequência de D. immitis entre os dois grupos, o baixo número de cães com LVC não permite confirmar nem descartar a maior associação de cães com LVC e a infecção por D. immitis. Dessa forma, os resultados não forneceram evidências suficientes para associar a presença de LVC a uma maior ocorrência de nenhum dos patógenos investigados. Apesar disso, os achados desse estudo contribuem para a caracterização da circulação de patógenos transmitidos por vetores em cães de Florianópolis e reforçam a importância de sua investigação em animais com LVC. |