Estratégias farmacológicas inovadoras para neuroproteção e neuroplasticidade frente à neurodegeneração
Author:
Francêz, Júlia Rescaroli
Abstract:
A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva responsável por afetar grande parte da população mundial. As principais decorrências da DA são variações de comportamento, mudança de personalidade, perda e dano da memória e prejuízo cognitivo. A fisiopatologia da DA envolve a agregação e acúmulo de peptídeos e proteínas, como o peptídeo beta-amiloide (Aβ1–42) e a proteína tau. Atualmente, diversos estudos demonstram que o fármaco atorvastatina, utilizado na clínica para reduzir os níveis de colesterol sérico, apresenta também ação anti-inflamatória e neuroprotetora. Desta forma, este relatório retrata os estudos e experimentos realizados em relação à administração de atorvastatina em um modelo animal para a DA, através da infusão intracerebroventricular (i.c.v) do peptídeo Aβ1–42 em camundongos. Os animais receberam infusão i.c.v do peptídeo Aβ1–42 (70 pmol/sítio) ou salina no dia 1, seguidos de tratamento com atorvastatina (Ator; 10mg/kg via oral) ou veículo, entre os dias 23 e 29, durante 7 dias consecutivos. No dia 30, os animais foram submetidos à eutanásia, seguida da dissecção das estruturas corticais e hipocampais para análise por Western Blotting. No córtex pré-frontal, observou-se um aumento significativo do imunoconteúdo de GluN2B nos grupos Aβ1–42 e Aβ1–42 + ator, indicando que o tratamento não reverteu a alteração induzida pelo peptídeo. No hipocampo, o Aβ1–42 aumentou o imunoconteúdo de PSD-95, enquanto o receptor A1 apresentou aumento nos grupos atorvastatina, Aβ1–42 e Aβ1–42 + ator. Para as demais proteínas analisadas até o momento, não foram observadas alterações estatísticas significativas. Esses resultados preliminares demonstram que o Aβ1–42 e a atorvastatina promovem efeitos que variam de acordo com a região cerebral analisada.