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Abstract:
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As Lemnas são um grupo de macrófitas aquáticas de flutuação livre com rápida taxa de reprodução e elevada capacidade de absorver nitrogênio e fósforo. O uso de lagoas de lemnas diante da problemática do tratamento de efluentes surge como uma solução baseada na natureza para a remoção de nutrientes, atuando principalmente como um tratamento terciário, e como subproduto deste tratamento é gerada uma biomassa aproveitável com alto teor de proteína. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficiência do tratamento realizado em uma lagoa de lemnas em estação experimental. Para isso, foi quantificada a remoção de nitrogênio e fósforo no efluente, bem como o teor proteico da biomassa e taxa de produção de proteína desta lagoa. Além disso, para a questão da segurança alimentar focada no aproveitamento desta biomassa proteica para alimentação humana, foi realizado um experimento com a inoculação de patógenos utilizando os organismos indicadores Escherichia coli e Salmonella enterica. Quanto à remoção de nutrientes, principalmente nitrogênio, obteve-se uma remoção de nitrogênio total de 57,10% no primeiro dia. A produtividade de proteínas na lagoa de lemnas foi de 7,5g/m2/dia, para um teor proteico de cerca de 15,75% da base seca. Esses resultados apresentam boa concordância com a literatura, mostrando-se uma alternativa promissora na produção de biomassa proteica. Referente à incorporação de patógenos, a biomassa fresca apresentou uma concentração de 9,42 log UFC.g-1 e 9,43 log UFC.g-1, para E. coli e S. enterica, respectivamente. Já na biomassa seca, a concentração foi de 4,77 log UFC.g-1 e 3,48 log UFC.g-1, para E. coli e S. enterica, respectivamente. Enquanto no extrato proteico, a concentração foi de 6,61 log UFC.g-1 e 6,18 log UFC.g-1 para E. coli e S. enterica, respectivamente. Mesmo que a concentração inoculada inicialmente seja superior aos valores presentes no efluente, ressalta-se a necessidade de métodos alternativos para remoção dos patógenos, a fim de garantir a segurança sanitária. |