Associação entre espessura placentária, peso ao nascer e desfechos neonatais em gestações com diabetes mellitus gestacional

DSpace Repository

A- A A+

Associação entre espessura placentária, peso ao nascer e desfechos neonatais em gestações com diabetes mellitus gestacional

Show full item record

Title: Associação entre espessura placentária, peso ao nascer e desfechos neonatais em gestações com diabetes mellitus gestacional
Author: Trevisol, Eloisa Amanda
Abstract: O diabetes mellitus gestacional (DMG) constitui uma complicação gestacional comum e de natureza multifatorial, associada a alterações na morfologia e na funcionalidade placentárias, bem como a desfechos neonatais adversos, incluindo recém-nascidos grandes para a idade gestacional (GIG) e admissão em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da insulinoterapia sobre a espessura placentária e o peso ao nascer, incluindo suas respectivas classificações, bem como sobre desfechos fetais, tais como crescimento fetal excessivo, hipoglicemia neonatal, desconforto respiratório e admissão em UTIN, em gestações complicadas por DMG. Trata-se de um estudo transversal que incluiu 180 gestantes recrutadas no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), das quais 84 (46,66%) receberam diagnóstico de DMG, sendo 26 (14,44% do total de casos) submetidas a tratamento com insulina (grupo DMGins). Foram coletados dados relacionados à idade materna, Índice de Massa Corporal (IMC) inicial e final, idade gestacional, peso ao nascer e complicações neonatais, por meio de questionário estruturado e revisão de prontuários. A espessura placentária foi avaliada por ultrassonografia com Doppler previamente ao parto. As gestantes do grupo DMGins apresentaram idade significativamente mais elevada (p < 0,0001), além de maior IMC tanto no início (p < 0,0009) quanto ao final da gestação (p < 0,0026), e, consequentemente, menor idade gestacional ao parto (p < 0,0001), quando comparadas aos grupos sem DMG e com DMG sem necessidade de insulinoterapia. Entre as participantes do grupo DMGins submetidas à avaliação Doppler (10,55%), observou-se correlação positiva entre a espessura placentária e o peso ao nascer (r = 0,4713; p = 0,0417), indicando que, nas gestações tratadas com insulina, maior espessura placentária associou-se à maior peso neonatal. Nesse contexto, 42,30% dos recém-nascidos de mães com DMG e realizando tratamento com insulina foram classificados como GIG, em contraste, 3,26% dos fetos foram classificados GIG no grupo sem DMG. Adicionalmente, verificou-se correlação positiva entre o peso ao nascer e a ocorrência de complicações neonatais no grupo DMGins (r = 0,4774; p = 0,0158), e os recém-nascidos GIG apresentaram maior probabilidade de necessitar de internação em UTI neonatal. Em conjunto, esses achados sugerem que a espessura placentária e o peso ao nascer estão associados a desfechos neonatais em gestações complicadas pelo diabetes mellitus gestacional, destacando a relevância do acompanhamento materno-fetal e do controle metabólico adequado durante a gestação. Esses resultados reforçam o potencial dessas variáveis como indicadores complementares para a identificação de gestações com maior risco de desfechos neonatais adversos.
Description: Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276057
Date: 2026-09-09


Files in this item

Files Size Format View
Vídeo Relatório 2026 - Eloisa Trevisol.mp4 51.24Mb MPEG-4 video View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar