Autoeficácia para a prática de exercício físico e fatores associados em adultos com obesidade candidatos e submetidos a cirurgia bariátrica

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Autoeficácia para a prática de exercício físico e fatores associados em adultos com obesidade candidatos e submetidos a cirurgia bariátrica

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Title: Autoeficácia para a prática de exercício físico e fatores associados em adultos com obesidade candidatos e submetidos a cirurgia bariátrica
Author: Bernardes, Izadora
Abstract: Introdução: A cirurgia bariátrica tem se consolidado como uma intervenção eficaz na redução de peso e na melhora da qualidade de vida dos pacientes com obesidade grave. No entanto, mudanças sustentáveis no estilo de vida, incluindo a prática de exercícios físicos, são essenciais no período pós-operatório. Apesar disso, a aderência deste público a programas de exercício físico ainda é limitada, influenciada por diversos fatores, especialmente os psicocomportamentais. Nesse contexto, a autoeficácia, isto é, a crença na própria capacidade de organizar e executar ações necessárias para alcançar objetivos específicos, destaca-se como um importante preditor. Pacientes com baixa autoeficácia para o exercício físico tendem a ter dificuldades em incorporá-lo na rotina, o que pode comprometer a manutenção da perda de peso ao longo do tempo. Objetivo: Verificar a autoeficácia para o exercício físico e fatores associados em adultos com obesidade candidatos e submetidos à cirurgia bariátrica. Métodos: Esta pesquisa teve delineamento transversal e a coleta de dados ocorreu de setembro de 2025 a março de 2026, com pacientes atendidos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina, de 2022 a 2026. O desfecho foi a autoeficácia para o exercício físico, avaliado pela Escala de Autoeficácia para Exercício Físico, em valores contínuos com amplitude de 0 a 100 pontos (maior autoeficácia). As exposições foram as variáveis demográficas, socioeconômicas, comportamentais e de saúde. Na análise de dados, os pacientes foram estratificados em grupos: pré-cirurgia e pós-cirurgia (≤ 12 meses e > 12 meses). Empregou-se regressão linear bruta e ajustada, com estimativas dos coeficientes padronizados (β), intervalos de confiança de 95% (IC95%) e coeficiente de determinação ajustado (R²), adotando-se o nível de significância de p ≤ 0,05. Resultados: Nos 173 pacientes investigados, a média da pontuação no grupo pré-cirurgia foi de 47,2 (dp: ± 4,2) e de 50,5 (dp: ± 3,6) e 50,0 (dp: ± 2,7) nos grupos pós-cirúrgicos ≤ 12 meses e > 12 meses, respectivamente, sem diferença entre os grupos. Observou-se que, no grupo pós-cirurgia ≤ 12 meses, maiores níveis de autoeficácia para a prática de exercício físico estiveram associados a menores pontuações de sintomas depressivos (β: -1,38; IC95%: -2,71; -0,05). No grupo pós-cirurgia > 12 meses, maiores níveis de autoeficácia estiveram associados à menor probabilidade inatividade física (β: -16,81; IC95%: -29,01; -4,61), a estágios mais avançados de mudança de comportamento para a prática regular de atividade física (β: 6,07; IC95%: 1,56; 10,58) e a melhor qualidade do sono (β: -1,39; IC95%: -2,64; -0,14). Conclusão: A autoeficácia para o exercício físico não diferiu entre os grupos pré-operatório e pós-operatório. Entretanto, uma maior autoeficácia em pacientes pó-cirurgia esteve associada a uma série de indicadores psicocomportamentais, o que reforça a importância de considerá-los em intervenções direcionadas a este público alvo.
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276037
Date: 2026-09-10


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