Avaliação in vitro do potencial bioativo de compostos salicílicos e de xantinas para o tratamento da Doença de Alzheimer
Author:
Tristão, Luiza Dias
Abstract:
A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa e multifatorial, cujos tratamentos disponíveis são limitados e incapazes de atingir a cura. A fisiopatologia da efemeridade envolve o acúmulo do peptídeo β-amiloide, que induz a apoptose neuronal por estimular a produção de espécies reativas de oxigênio e a neuroinflamação. Concomitantemente, ocorre a redução da neurotransmissão pela acetilcolina – degradada pela enzima acetilcolinesterase. Por atuarem sobre estes mecanismos, os compostos orgânicos de selênio, os compostos salicílicos e as xantinas se demonstraram, em pesquisas recentes, promissores como alternativas para o tratamento da DA. Nesse contexto, o grupo de pesquisa desenvolveu compostos inovadores por meio da selenilação do ácido salicílico, do ácido acetilsalicílico, da cafeína e da teobromina. O estudo realizado teve como objetivo avaliar, in vitro, o potencial biológico destas substâncias. A atividade antioxidante foi avaliada pelo ensaio de captura do radical DPPH; a atividade anti-inflamatória foi avaliada pelo ensaio de inibição da degradação térmica da albumina e a capacidade de inibição da acetilcolinesterase foi avaliada pelo método de Ellman. Os resultados demonstram elevado aumento das capacidades antioxidante e anti-inflamatória nos derivados selenilados, ao passo que a atividade anticolinesterásica reduziu levemente. Isso sugere uma possível melhora no potencial como futuros tratamentos para a DA, sendo necessários mais estudos para avaliar a interação dos compostos com o organismo. O projeto realizado foi previamente intitulado “Síntese de bioativos utilizando métodos ambientalmente mais sustentáveis”, mas os reagentes alifáticos necessários para a síntese não chegaram em tempo e, portanto, a pesquisa realizada teve de ser adaptada.
Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Departamento de Química.