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Abstract:
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O suruvi, Steindachneridion scriptum (Miranda Ribeiro, 1918), é um peixe migrador de grande porte, nativo das bacias dos rios Uruguai e Paraná, que apresenta importância ecológica e potencial aquícola. A redução de suas populações naturais, em decorrência de alterações ambientais causadas por atividades antrópicas, reforça a necessidade de aprimorar estratégias para sua produção em cativeiro, especialmente durante a larvicultura. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da suplementação com probiótico e simbióticos sobre o desempenho zootécnico de pós-larvas de S. scriptum. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos referentes às dietas experimentais e um grupo controle e cada um com cinco repetições cada, totalizando 20 unidades experimentais de 10 L contendo 20 pós-larvas/L. As pós-larvas foram alimentadas durante a fase de transição alimentar e de alimento inerte com as seguintes dietas: Dieta controle (ração comercial em pó); Dieta Probiótica: Adição de 0,5% do probiótico Bacillus subtilis à ração comercial em pó; Dieta Simbiótica I – Probiótico + MOS: Adição de 0,5% do probiótico B. subtilis + 1% do prebiótico MOS à ração comercial. Dieta Simbiótica II – Adição de 1,0% do prebiótico beta-glucano + 0,5% do probiótico B. subtilis à ração comercial. Os peixes foram alimentados com essas dietas durante 30 dias. No início e ao final do experimento, foram mensurados o peso total (g) e o comprimento total (mm) dos indivíduos, enquanto a taxa de sobrevivência foi determinada ao final do experimento. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguida do teste de Tukey para comparação de médias, adotando nível de significância de 5%. Os peixes que receberam a dieta probiótica, dieta simbiótica I e dieta simbiótica II apresentaram peso final e comprimento total final significativamente superiores aos peixes alimentados apenas com a dieta controle. Não foi observada diferença significativa para essas variáveis entre as dietas contendo probiótico, simbiótico I e simbiótico II. O peso final médio final e comprimento final médio foram de 0,641 ±0,20 g e 38,76 ± 3,54 mm para a dieta controle, 1,056 ±0,26 g e 46,38 ± 3,59 mm para a dieta probiótica, 1,060 ±0,25 g e 46,02 ± 3,62 mm para a dieta simbiótica I e de 0,912 ±0,20 g 44,05 ± 3,62 mm para a dieta simbiótica II. A sobrevivência não diferiu significativamente entre os tratamentos (p>0,05) sendo de 53,34 ±14,28% na dieta controle, 61,99 ±8,21 % para a dieta probiótica, 55,04 ±10,67% para a dieta simbiótica I e 61,53% ±15,14% para a dieta simbiótica II. apresentando valores entre 53,34% e 61,99%. A suplementação das dietas com probiótico ou simbióticos favoreceu o crescimento, mas não interferiu na sobrevivência de pós-larvas de Steindachneridion scriptum. |