Paranoia em Bolaño: estrella distante e a narrativa persecutória

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Paranoia em Bolaño: estrella distante e a narrativa persecutória

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Pinheiro, Tiago Guilherme
dc.contributor.author Phleger, Nycolas Gomes Correia
dc.date.accessioned 2026-09-11T18:11:21Z
dc.date.available 2026-09-11T18:11:21Z
dc.date.issued 2026-09-10
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275988
dc.description Linguagens, interculturalidade e identidades pt_BR
dc.description.abstract Este vídeo destina-se a apresentar, no 36º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, os resultados da pesquisa de IC intitulada “Paranoia em Bolaño: Estrella Distante e a narrativa persecutória”, prevista no plano de atividades do autor-bolsista. Esta pesquisa, desenvolvida no escopo do projeto “Variações atmosféricas: a disputa pelos ares na poesia brasileira”, constitui um desdobramento do tema inicialmente previsto, intitulado “Da terra aos céus: o mito dos poluentes em Davi Kopenawa”. O objeto literário elencado para estudo é a novela Estrella Distante (1996), de Roberto Bolaño. Dentro da novela, a pesquisa objetivou analisar a lógica paranoica que estrutura a narrativa, visando compreender seu surgimento, seu modus operandi e o movimento de afastamento dessa lógica realizado pelo narrador. Para tanto, mobilizaram-se sobretudo os pensamentos de Vladimir Safatle (2011) e Eve Kosofsky Sedgwick (2020), a partir dos quais foram subsidiadas as discussões sobre paranoia (Safatle) e movimento reparador (Sedgwick). A lógica paranoica, incapaz de lidar com o acaso da experiência, busca ordená-la segundo elementos presentes no repertório do sujeito, antecipando qualquer sorte de surpresa a partir do já conhecido. Carlos Wieder, poeta e assassino perseguido pelo relato do narrador-personagem Arturo B., parasita o imaginário dos personagens em seu encalço como signo da violência histórica empreendida pela ditadura chilena, responsável pela produção do trauma coletivo. À luz do signo de Wieder, diversos acontecimentos incertos e lacunares integrantes do relato passam a ser relacionados e compreendidos. A pesquisa identifica, nesse sentido, que a paranoia aparece na narrativa como uma forma de organizar a experiência traumática. Opondo-se a essa lógica, o narrador, mobilizando um gesto reparador, recusa crer acriticamente em todas as elaborações que lhe chegam, aceitando a dificuldade de ordenação plena da experiência traumática. Conclui-se que, ao se afastar do vício paranoico de causalidade, Arturo B. abre espaço para pensar o passado traumático de forma mais crítica, sem reduzir a violência histórica à figura de Wieder, que a condensa enquanto signo, mas não a explica em sua totalidade. pt_BR
dc.format.extent Vídeo pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC pt_BR
dc.subject Roberto Bolaño pt_BR
dc.subject Estrella Distante pt_BR
dc.subject paranoia pt_BR
dc.subject trauma pt_BR
dc.subject memória pt_BR
dc.title Paranoia em Bolaño: estrella distante e a narrativa persecutória pt_BR
dc.type video pt_BR


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Vídeo IC - final.mp4 53.85Mb MPEG-4 video View/Open Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Comunicação e Expressão. Departamento de Língua e Literatura Vernáculas. Letras - Língua Portuguesa e Literaturas

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