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Abstract:
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Diante da pressão sobre os recursos hídricos urbanos e da baixa cobertura de saneamento no Brasil, esta pesquisa desenvolveu e avaliou um sistema híbrido descentralizado de eletrocoagulação e ultrafiltração (EMR) para tratamento e reúso não potável de águas cinzas (AC), estruturada em três etapas. Na primeira, a caracterização qualiquantitativa, a partir de uma revisão de literatura e estudo experimental em Florianópolis/SC, revelou geração per capita de 88,1 L/hab.dia e confirmou que o efluente bruto não atende aos padrões de reúso, sobretudo quanto a turbidez, sólidos suspensos, surfactantes e carga microbiológica. Na segunda, ensaios de bancada comparando ânodos de alumínio e grafite, via DCCR, demonstraram a superioridade do alumínio, com remoção de DQO de até 87,8% e MFI de 0,0178 s/L², estabelecendo a condição ótima de operação como 58 A/m², 175 min e CEE de 15,40 kWh/m³. Na terceira, o escalonamento para sistema piloto foi operado por 9 ciclos ao longo de três semanas com AC reais, sem pré-tratamento ou limpezas intermediárias. O sistema manteve regime subcrítico de filtração, reduziu o consumo energético de 53,93 para 38,97 kWh/m³ ao longo da operação (custo médio de 9,36 USD/m³), e produziu permeado de alta qualidade (turbidez de 1,06 NTU, remoção de 89,6% de DQO, ausência total de E. coli), atendendo aos principais critérios normativos nacionais e internacionais. A principal limitação identificada foi a remoção parcial de surfactantes (47,6%), apontando a necessidade de polimento complementar. Em síntese, os resultados confirmam a viabilidade técnica e operacional do sistema híbrido eletrocoagulação-ultrafiltração como alternativa eficiente e estável para o saneamento descentralizado in situ de águas cinzas. |