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Abstract:
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INTRODUÇÃO: O câncer de mama é a neoplasia de maior incidência entre as mulheres no Brasil, excluindo-se o câncer de pele não melanoma. Trata-se de uma patologia heterogênea composta por diferentes subtipos com comportamentos clínicos distintos. A obesidade atua como um fator ambiental crítico na progressão tumoral, promovendo alterações metabólicas e um estado inflamatório crônico de baixa intensidade que reduzem as taxas de sobrevida e elevam o risco de recidiva. Em contrapartida, dietas ricas em alimentos de origem vegetal contêm compostos bioativos, como os polifenóis (incluindo flavonoides, catequinas, quercetina, antocianinas e lignanas), que apresentam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias atenuantes da carcinogênese. De forma complementar, a prática regular de atividade física melhora a composição corporal e os parâmetros metabólicos e inflamatórios nessa população. OBJETIVO: Organizar, realizar a triagem e padronizar os dados de consumo alimentar obtidos de recordatórios alimentares de mulheres sobreviventes do câncer de mama participantes do estudo, preparando o banco de dados para a quantificação do consumo de polifenóis. MÉTODO: Vinculado ao Projeto PROPOCAM, este trabalho foi voltado à etapa de preparação dos dados de consumo alimentar de mulheres sobreviventes de câncer de mama. Inicialmente, realizou-se a contabilização da frequência dos alimentos registados nos recordatórios alimentares das participantes, os quais foram organizados por grupos de alimentos. Em seguida, procedeu-se à identificação dos alimentos que apresentaram maior frequência de ocorrência nos registros. Por fim, conduziu-se uma avaliação comparativa entre duas referências disponíveis, a Phenol-Explorer e a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), a fim de definir a fonte de dados mais adequada e abrangente para a quantificação do conteúdo de polifenóis dos alimentos identificados. RESULTADOS: A partir dessa organização primária, foi possível delimitar os itens alimentares de maior ocorrência e relevância na dieta do grupo investigado. Os alimentos que foram citados com maior frequência nos registros de consumo alimentar das participantes foram o café preto, arroz branco, banana, pão francês e tomate. Além disso, a análise das tabelas de composição (Phenol-Explorer e TBCA) forneceu subsídios para a escolha fundamentada da base de dados mais apropriada para a etapa posterior de estimativa da ingestão de polifenóis. CONCLUSÃO: A execução do mapeamento de frequência alimentar, a identificação dos itens mais consumidos e a seleção da base de dados de referência garantiram a padronização, a consistência e a qualidade metodológica necessárias para a consolidação do banco de dados, viabilizando o avanço das etapas subsequentes da pesquisa. |