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Abstract:
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Introdução: O diabetes mellitus gestacional (DMG) mal controlado aumenta o risco de complicações à saúde tanto para a mãe quanto para o bebê. O consumo diário de fibras dietéticas constitui um dos pilares da terapia nutricional no DMG, mas sabe-se que gestantes apresentam dificuldade em atingir a recomendação diária do consumo de fibras. A polidextrose (PDX) constitui uma fibra solúvel que tem demonstrado potenciais efeitos benéficos em desfechos relacionados à saúde humana, no entanto, ainda são escassos os estudos com o intuito de elucidar os impactos do seu consumo sobre desfechos biológicos durante a gestação. Objetivo: avaliar o efeito do consumo da PDX sobre marcadores glicêmicos e nutricionais em mulheres com DMG por um período de oito semanas. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico randomizado, de grupos paralelos, uni-cego em mulheres com DMG. As participantes foram randomizadas em Grupo Polidextrose (GPDX) e Grupo Controle (GC). Ambos os grupos receberam tratamento nutricional adequado, sendo ao grupo intervenção, acrescido o consumo diário de 10 g de PDX por oito semanas. Os desfechos foram avaliados em três momentos: momento basal ou inicial do estudo (M0), quatro semanas (M1) e oito semanas (M2) após o início da intervenção. Os marcadores glicêmicos avaliados foram glicemia e insulina de jejum e índice HOMA-IR. Os marcadores nutricionais foram medidos através do peso corporal, índice de massa corporal, ganho de peso gestacional, estado nutricional e consumo de energia, macronutrientes e fibra. Resultados: Até agosto de 2026, 16 gestantes voluntárias com DMG foram recrutadas, 9 no GPDX e 7 no GC. Ambos os grupos apresentaram valores médios elevados de peso e IMC durante o acompanhamento, porém, considerando os valores médios, o ganho de peso gestacional permaneceu dentro do peso gestacional recomendado (<7kg). O estado nutricional permaneceu predominantemente caracterizado pela presença de obesidade. Observou-se redução da ingestão energética média no GPDX. Quanto ao consumo de fibras, observou-se aumento progressivo no GPDX enquanto no GC, o consumo médio permaneceu estável. O GPDX apresentou níveis mais elevados de insulina e HOMA-IR em todos os momentos, além de oscilações na glicemia de jejum, com elevação em M1 e redução em M2. Esses resultados sugerem presença de resistência insulínica no GPDX, ainda que com possível melhora após a intervenção nutricional. Contudo, o estudo segue em andamento no HU/UFSC, e o número reduzido de participantes, limita a generalização dos achados. Conclusão: Os resultados preliminares indicam que a PDX pode exercer efeito positivo no controle glicêmico de gestantes com DMG. O aumento da amostra é necessário para confirmar os potenciais benefícios da PDX. |