Avaliação dos Subtipos de Linfócitos T e sua Associação com a Presença de Vesículas Extracelulares em Amostras de Sangue Periférico de Pacientes com Carcinoma de Mama
Avaliação dos Subtipos de Linfócitos T e sua Associação com a Presença de Vesículas Extracelulares em Amostras de Sangue Periférico de Pacientes com Carcinoma de Mama
Avaliação dos Subtipos de Linfócitos T e sua Associação com a Presença de Vesículas Extracelulares em Amostras de Sangue Periférico de Pacientes com Carcinoma de Mama
Author:
Oliveira, Maria Eduarda Cardoso de
Abstract:
O câncer de mama é acompanhado por alterações sistêmicas no perfil imune que
podem contribuir para o escape tumoral, incluindo modificações em subpopulações
linfocitárias, marcadores de exaustão e vesículas extracelulares (VEs) circulantes. O
presente estudo teve como objetivo avaliar a importância da detecção de VEs no
sangue periférico (SP) de mulheres com carcinoma de mama como um biomarcador
de prognóstico e de metástase. Foram avaliadas amostras de sangue periférico de
pacientes com câncer de mama por citometria de fluxo. Assim, observou-se aumento
da expressão de PD-1 em linfócitos T CD8+ e da frequência de células TCD8+
regulatórias circulantes nas pacientes, em comparação a controles saudáveis. A
análise de correlação de Spearman revelou associação negativa entre a
subpopulação efetora de memória CD45RA+ (TEMRA) CD8+ e CD8+ Treg (r = -0,410;
p = 0,022), e associação positiva entre a subpopulação de memória central (TCM)
CD8+ e CD8+ Treg (r=0,530; p=0,002). Adicionalmente, as pacientes HER2
superexpressoras apresentaram concentração significativamente maior de VEs
CD15+ circulantes em relação às não expressoras (p=0,036). Em conjunto, os
resultados sugerem que o câncer de mama se associa a um perfil imune de exaustão
imunológica e expansão regulatória, com padrão de correlação compatível com um
eixo homeostático entre diferenciação de memória CD8+ e regulação imune, além de
um remodelamento imunológico mais acentuado no subgrupo HER2 superexpressor,
refletido no aumento de VEs CD15+. Esses achados reforçam o potencial das VEs
circulantes e da imunofenotipagem de células T circulantes como ferramentas
complementares para a caracterização diagnóstica e prognóstica do carcinoma
mamário.