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Abstract:
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Objetivo: O câncer de mama representa uma das principais causas de mortalidade por câncer entre mulheres no Brasil e no mundo, sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres. Nesse sentido, este projeto tem como objetivo avaliar os efeitos do aumento da ingestão de polifenóis na dieta e a prática de atividade física na gordura corporal e marcadores metabólicos e inflamatórios em sobreviventes do câncer de mama. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado de dois braços, placebo-controlado e triplo-cego quanto à intervenção alimentar. Para isso estão sendo recrutadas mulheres sobreviventes do câncer de mama e sedentárias, para receber 10 g/dia de juçara em pó ou placebo durante 12 semanas. Ambos os grupos participam de um programa de exercícios físicos composto por quatro sessões semanais. Os desfechos analisados foram: gordura corporal por absorciometria radiológica de dupla energia (DXA), marcadores sanguíneos glicêmicos e lipídicos, inflamatórios, hormônios, estresse oxidativo e microbiota intestinal. Também estão sendo aplicados e analisados questionários de qualidade de vida, incluindo dados sobre o hábito intestinal das participantes. Resultados: O estudo encontra-se em andamento, com recrutamento, coleta de dados e processamento das amostras já iniciadas. Foram recrutadas 25 participantes, divididas nos dois blocos, sendo 19 no primeiro grupo e 6 no segundo. Alguns desfechos paralelos foram analisados de forma preliminar no primeiro bloco do trabalho. Foi observado que o consumo total de polifenóis na dieta usual das participantes não apresentou associação significativa com composição corporal, perfil lipídico, glicemia ou inflamação. Entretanto, subclasses específicas dos polifenóis mostraram benefícios metabólicos: uma maior ingestão de antocianinas esteve associada a menores valores de hemoglobina glicada (HbA1c), enquanto uma maior ingestão de lignanas esteve associada a menores concentrações de triglicerídeos. Ademais, os questionários de qualidade de vida apontaram alterações favoráveis nos hábitos intestinais após a realização das intervenções nos dois grupos, com 52,9% das participantes relatando melhora na frequência evacuatória e na consistência das fezes, bem como redução da constipação; 41,2% referiram redução da ocorrência de diarreia e 23,5%, melhora no conforto intestinal. Ressalta-se que os dados da intervenção alimentar permanecem cegados por conta do andamento do projeto. Conclusão: Os resultados preliminares indicam que a ingestão total de polifenóis da dieta usual da amostra não esteve associada aos desfechos avaliados, embora subclasses específicas tenham apresentado associações favoráveis.Também destaca-se os resultados obtidos em relação ao hábito intestinal das participantes após as intervenções. A continuidade do ensaio clínico permitirá avaliar se o aumento da ingestão de polifenóis promove alterações na composição corporal e nos marcadores metabólicos e inflamatórios das participantes. |