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Abstract:
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A dislipidemia, caracterizada por alterações nos níveis séricos de lipídios, é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, que, juntas, representam a principal causa de mortalidade no mundo. As estatinas são a classe terapêutica de escolha para o tratamento dessa condição, uma vez que estudos indicam que, quanto maior a redução do LDL-colesterol, maior a diminuição do risco de eventos cardiovasculares adversos. Entre elas, a sinvastatina é amplamente utilizada, porém apresenta baixa biodisponibilidade oral devido ao extenso metabolismo de primeira passagem hepática e à sua baixa solubilidade em meio aquoso. Essa limitação farmacocinética exige a administração de doses elevadas, aumentando a incidência de efeitos adversos, principalmente musculares, que podem comprometer a adesão ao tratamento. Pesquisas indicam que a coenzima Q10 (Q10), uma substância antioxidante endógena, pode atenuar esses efeitos adversos, melhorando o perfil de segurança do tratamento com estatinas. Considerando esses fatores, este projeto buscou contribuir para o desenvolvimento de uma formulação inovadora, combinando sinvastatina e Q10 por meio da tecnologia de dispersões sólidas amorfas (DSAs). Essa estratégia tem como objetivo manter a sinvastatina em estado supersaturado em meios fisiológicos biorelevantes, aumentando sua solubilidade e absorção intestinal, o que pode resultar em maior biodisponibilidade oral do fármaco. Além disso, a formulação busca reduzir a necessidade de doses elevadas, minimizando os efeitos adversos musculares e melhorando a segurança e a eficácia terapêutica. Assim, este estudo pretendeu contribuir para o avanço das tecnologias farmacêuticas voltadas ao tratamento da dislipidemia, com potencial impacto positivo na saúde pública, por meio de análises destinadas à avaliação da formação dos sistemas amorfos, da estabilidade térmica e da seleção dos polímeros. Foram utilizadas as seguintes análises: calorimetria exploratória diferencial (DSC), análises termogravimétricas (TGA), ensaios de solubilidade e solvent shift. Os polímeros selecionados foram o Soluplus® e Eudragit® E PO e a temperatura de processamento da mistura estipulada foi de até 160 °C. |