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Abstract:
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O crescimento acelerado da energia solar fotovoltaica no Brasil, impulsionado pela busca por economia e previsibilidade financeira frente às altas tarifas de energia elétrica, reforça a necessidade de estudos que avaliem o desempenho real de sistemas fotovoltaicos conectados à rede (SFCR) em diferentes condições de operação. O objetivo foi analisar e comparar experimentalmente o desempenho energético de dois SFCR's, denominados SFCR A (Araranguá/SC) e SFCR C (Criciúma/SC), a partir da determinação de indicadores de desempenho, os quais são a Produtividade do Sistema (YF), a Produtividade de Referência (YR), o Fator de Capacidade (FC) e a Razão de Performance (PR), calculados a partir de dados de geração, temperatura e irradiação obtidos via monitoramento remoto. Os resultados demonstraram que a temperatura de operação exerce influência direta no desempenho dos sistemas: o SFCR C atingiu picos de 51,26°C nos microinversores, cerca de 20°C acima da temperatura ambiente, contra 39,51°C no SFCR A no mesmo período, o que contribuiu para que o SFCR A apresentasse desempenho mais consistente em termos de Fator de Capacidade. Em contrapartida, o SFCR C obteve maior Razão de Performance, resultado associado ao seu Fator de Dimensionamento levemente sobredimensionado, enquanto o SFCR A operou subdimensionado. Conclui-se que a utilização conjunta de índices de mérito constitui ferramenta eficaz para identificar perdas energéticas, comparar sistemas com diferentes configurações e potências instaladas, e otimizar o dimensionamento de sistemas fotovoltaicos, reforçando o elevado potencial do recurso solar na região Sul do Brasil. Em 2026, a projeção totalizou 76.553 MW, com a geração distribuida (GD) mantendo a liderança ao representar 53.851 MW (70% da matriz solar fotovoltaica). Observa-se, portanto, que a participação relativa entre os dois segmentos permaneceu estável, mas com crescimento absoluto, sendo a GD o principal vetor de expansão do setor, uma vez que adicionou mais capacidade do que a GC no período analisado. A geração distribuída solar fotovoltaica no Brasil compõe cerca de 4,6 milhões sistemas fotovoltaicos conectados à rede, o que corresponde por aproximadamente 8,5 milhões de unidades consumidoras recebendo créditos pelo sistema de compensação de energia elétrica. Os fatores como a temperatura da região e a disponibilidade do recurso solar são as parcelas que mais influenciam o valor dos índices de mérito dos sistemas estudados, o SFCR A apresentou YF médio anual de 1197,1 kWh/kWp e PR médio anual em torno de 89%, já o SFCR C apresentou YF médio anual de 1208,0 kWh/kWp e PR médio anual em torno de 92%. Conclui-se que a análise dos indicadores e a comparação com outros sistemas validam a eficiência do projeto e reforçam a importância de monitorar o desempenho para otimizar a operação e prever a produção de energia ao longo do ano. |