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Abstract:
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Introdução: As doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer, envolvem acúmulo de beta-amiloide,
neuroinflamação, estresse oxidativo e disfunção sináptica, reduzindo BDNF e NGF. O KYCCSRK ativa o
receptor de insulina/via AKT, promove via CREB a transcrição de BDNF/NGF e modula microglia (M1→M2) e
biogênese mitocondrial (PGC-1α/SIRT1, PINK1/Parkin). O peptídeo livre tem baixa estabilidade e dificuldade de
transpor a BHE; AuNP atuam como carreador, protegendo-o da degradação e otimizando a permeação, com a via
intranasal alcançando concentrações até 10x superiores à intravenosa. Metodologia: Camundongos Swiss machos
(n=29) foram usados em dois modelos: toxicidade por beta-amiloide (i.c.v., 400 picomol) e neuroinflamação por
LPS (0,1 mg/kg i.p.), semanalmente por 4 semanas, tratados com AuNP/KYCCSRK intranasal (0,3 mM,
3x/semana). Avaliou-se BDNF/NGF (ELISA), nitrito (Griess), tióis livres (Ellman) e caracterização físico-
química do complexo (SPR, potencial zeta/DLS) a 4°C e 25°C, além de testes comportamentais (Reconhecimento
de Objetos, Campo Aberto, Cruz Elevado e Barnes). Resultados: O complexo mostrou-se estável refrigerado
(4°C); a 25°C houve agregação e inversão do potencial zeta (+21,9 para -9,15 mV em 4 semanas). No beta-
amiloide, o grupo AuNP/KYCCSRK teve aumento significativo de NGF (p<0,0001) e de nitrito corticais. No LPS,
houve redução significativa de NGF e BDNF hipocampais (p<0,01 e p<0,05) e de tióis livres no LPS+Salina vs.
controle, com recuperação parcial nos tratados; nitrito teve tendência de redução. No Labirinto de Barnes, houve
diferença Controle vs. LPS pelo teste t, não confirmada pela ANOVA; demais testes não mostraram diferenças.
Discussão: O aumento de NGF cortical confirma sinergia entre KYCCSRK e AuNP, corroborando a via
insulina/AKT e a eficácia das AuNPs como nanocarreadoras. A estabilidade dependente de temperatura reforça a
necessidade de refrigeração, e a modulação redox distinta entre modelos sugere mecanismos específicos de cada
contexto. Conclusão: Não houve toxicidade nem alteração locomotora. Os dados justificam a continuidade do
projeto, com próximos passos: aumento amostral, ajuste de doses, biodistribuição cerebral e avaliação em período
mais prolongado. |