Declaração de edulcorantes em alimentos direcionados a crianças embalados e comercializados no Brasil em 2024

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Declaração de edulcorantes em alimentos direcionados a crianças embalados e comercializados no Brasil em 2024

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Title: Declaração de edulcorantes em alimentos direcionados a crianças embalados e comercializados no Brasil em 2024
Author: Kalckmann, Julia Prochnow
Abstract: INTRODUÇÃO: O consumo de alimentos ultraprocessados por todas as faixas etárias vem aumentando ao longo dos anos, esse padrão é frequentemente associado ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Além de apresentar alto conteúdo de açúcares, gorduras (saturadas e trans) e sódio, os alimentos ultraprocessados contêm aditivos alimentares, como os edulcorantes. Estudos realizados com crianças sugerem uma associação positiva entre o consumo de edulcorantes e ganho de peso e aumento de gordura corporal. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os edulcorantes não sejam utilizados como substitutos de açúcar visando o controle de peso corporal e de DCNT. Diante disso, países como a Colômbia já incluíram em suas legislações advertências em alimentos que contêm edulcorantes, por meio de frases recomendando que esses alimentos não sejam consumidos pelo público infantil. OBJETIVO: Avaliar a extensão em que os edulcorantes estão declarados nos rótulos de alimentos embalados direcionados a crianças comercializados no Brasil em 2024. MÉTODO: Este estudo transversal, observacional e descritivo analisou os dados do censo de rótulos (n=13.849) de alimentos do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) em parceria com o programa FoodSwitch, realizado em 2024. Identificaram-se e avaliaram-se a presença, a frequência e os tipos de edulcorantes declarados nas listas de ingredientes dos alimentos direcionados ao público infantil (n=1885; 13,61%). RESULTADOS: Dos 1.885 (13,61%) alimentos e bebidas identificados como destinados a crianças, 202 (10,71%) apresentaram declaração de edulcorantes na lista de ingredientes. A maioria desses alimentos (86,6%; n=175) declarou a classe funcional acompanhada do tipo de edulcorante, e observou-se uma média de dois edulcorantes por rótulo (variando de 1 a 7). As gomas de mascar e as gelatinas em pó apresentaram o maior número de edulcorantes (n=7; n=4). Os aditivos mais frequentemente declarados foram: sucralose (46,5%; n = 94); acessulfame de potássio (26,7%; n=54); e maltitol (24,7%; n=50). Na análise por grupos de alimentos, o grupo 7 (biscoitos doces, com ou sem recheio, balas, chocolates e outros) concentrou a maior proporção de alimentos com edulcorantes (65,3%; n=132). CONCLUSÃO: Os resultados demonstram a presença de edulcorantes em alimentos industrializados destinados ao público infantil no mercado brasileiro, bem como a diversidade desses aditivos identificados. Mesmo quando declarados na lista de ingredientes, os edulcorantes podem não ser facilmente reconhecidos e compreendidos pelos consumidores. Nesse contexto, observa-se a importância do aprimoramento das regulamentações referentes à declaração de edulcorantes em alimentos e bebidas destinados ao público infantil, a fim de proporcionar maior clareza na compreensão dos rótulos de alimentos e contribuir para a proteção da saúde infantil diante dos potenciais impactos associados ao consumo frequente desses produtos.
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275718
Date: 2026-09-09


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