Avaliação da ação antimicrobiana da terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) utilizando nanoformulações de fotossensibilizadores em cepas clínicas coletadas de feridas crônicas.

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Avaliação da ação antimicrobiana da terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) utilizando nanoformulações de fotossensibilizadores em cepas clínicas coletadas de feridas crônicas.

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Title: Avaliação da ação antimicrobiana da terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDa) utilizando nanoformulações de fotossensibilizadores em cepas clínicas coletadas de feridas crônicas.
Author: Cabral, Marina Bitencourte
Abstract: As feridas crônicas representam um grave desafio para o sistema de saúde devido à sua origem multifatorial e ao risco de infecção por patógenos, o que prolonga a internação hospitalar e eleva os custos para o sistema de saúde. A Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (TFDa) é uma estratégia não invasiva e altamente promissora para tratamento de feridas crônicas tendo em vista sua eficácia, baixa invasividade e risco de desenvolvimento de resistência. A TFDa se fundamenta na irradiação de um corante atóxico em um comprimento de onda adequado para gerar espécies reativas de oxigênio citotóxicas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade de 3 fotossensibilizadores (FS) nas suas formas livre e incorporados em nanoformulações utilizando TFDa contra biofilmes de isolados clínicos de Candida albicans, Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Como FS, utilizaram-se Eritrosina (ERI), Rosa Bengala (RB) e Curcumina (CUR) em diferentes concentrações (5 - 25 - 50 μM para bactérias; para fungos: 25 - 50 - 100 μM para CUR e 0,02 - 0,2 - 2 - 20 μM para RB) nas formas livres (L) e associadas a nanopartículas de prata (AgNPs). Para CUR aplicou-se luz LED azul (76,1 J/cm2), e para ERI e RB luz LED verde (31,32 J/cm2), e também foram realizados os respectivos controles na ausência de luz. A viabilidade bacteriana foi quantificada com cloreto de 2,3,5-trifeniltetrazólio (TTC) e cristal violeta. Os resultados foram submetidos à estatística com ANOVA e teste T, e a eficácia da TFDa variou conforme o microrganismo, a concentração do FS e o uso de AgNPs. Para S. aureus, o tratamento mostrou-se dose-dependente, e o nanoencapsulamento em AgNPs potencializou a ação da CUR (75% de redução com 50 µM) e da RB (57% de redução com 50 µM), enquanto a ERI foi ineficaz. Ajustes metodológicos (troca do revelador TTC por Cristal Violeta) foram necessários para evitar interferências de leitura causadas pela parede rica em peptidoglicano. Em contrapartida, com E. coli, os melhores resultados ocorreram na forma L e em maiores concentrações, destacando-se a ERI 50 µM L com a maior taxa de redução de viabilidade (81%), seguida pela CUR 50 µM L (74%). A presença da membrana externa complexa rica em lipopolissacarídeos parece ter limitado o impacto positivo das AgNPs para a CUR e a RB neste modelo. Por fim, C. albicans apresentou as respostas menos expressivas, o que pode ser reflexo da sua maior complexidade celular e defesas contra espécies reativas de oxigênio. As variações observadas para CUR e RB não demonstraram dependência direta de concentração ou benefício claro do uso de AgNPs. Integrando os achados, a incorporação de AgNPs revelou-se uma excelente estratégia para Gram-positivas, ao passo que alvos Gram-negativos e fúngicos demandam a otimização de parâmetros como dose de luz, múltiplos ciclos de irradiação e novas abordagens de formulação para potencializar a terapia.
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275708
Date: 2026-09-09


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