Cafeína como Contaminante de Preocupação Emergente: do risco ecológico às respostas toxicológicas.

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Cafeína como Contaminante de Preocupação Emergente: do risco ecológico às respostas toxicológicas.

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Title: Cafeína como Contaminante de Preocupação Emergente: do risco ecológico às respostas toxicológicas.
Author: Villamayor, Daisy
Abstract: Este trabalho, apresentado sob o título ‘Cafeína como Contaminante de Preocupação Emergente: do risco ecológico às respostas toxicológicas’, integra o projeto de pesquisa original intitulado ‘Avaliação toxicológica de drogas de abuso Canabidiol (CBD) e Cafeína (CAF) aos organismos aquáticos Daphnia magna e Landoltia punctata’. Cabe destacar que, devido a entraves burocráticos no processo de importação e aquisição do canabidiol (CBD), os testes planejados com essa substância não puderam ser realizados. Desta forma, as etapas experimentais deste estudo concentraram-se na caracterização ecotoxicológica da cafeína (CAF), que é reconhecida como um Contaminante de Preocupação Emergente (CPE) frequentemente detectado em ecossistemas aquáticos de água doce. O presente trabalho avaliou os impactos ecotoxicológicos da CAF em dois níveis tróficos: o microcrustáceo Daphnia magna e a macrófita aquática Landoltia punctata. Para D. magna, realizaram-se ensaios de toxicidade aguda (48h), avaliação subletal da frequência cardíaca por videografia, estimativa do Quociente de Risco (RQ = PEC/PNEC) para diferentes cenários ambientais e ensaio de toxicidade crônica de 21 dias para avaliação da longevidade, reprodução, comprimento do corpo, distância total percorrida (locomoção) e frequência cardíaca. Para L. punctata, conduziu-se o ensaio de inibição de crescimento de 7 dias de acordo com a norma ISO 20079, acompanhado da quantificação de pigmentos fotossintéticos. O teste de toxicidade aguda para D. magna apresentou uma CE50,48h de 427,75 mg/L, valor condizente com uma reduzida letalidade aguda em curto prazo. Na avaliação cardíaca, observou-se elevação da frequência cardíaca nas concentrações intermediárias. A avaliação de risco projetou baixo risco agudo em águas superficiais diluídas (RQ < 1), porém alerta para cenários de efluentes brutos (RQ > 200). No ensaio crônico de 21 dias, a exposição continuada à CAF esteve associada a alterações nos parâmetros reprodutivos, com o aumento no número de neonatos e posturas e elevação da frequência cardíaca na maior concentração (45 mg/L), no entanto o comprimento corporal ou a distância total percorrida (locomoção) não apresentaram diferenças significativas quando comparados ao controle negativo. Quanto à macrófita L. punctata, no teste de toxicidade de 7 dias observou-se uma tendência de inibição do crescimento (CE50,7d = 404,2 mg/L) e variação nos teores de pigmentos (clorofilas a, b e carotenoides), mantendo-se a razão Chl a/b constante, embora o caráter preliminar do cultivo recomende cautela na interpretação desses dados. Diante dessas evidências, recomenda-se a incorporação da cafeína como um indicador químico e biológico em programas de monitoramento ambiental e normativas regulamentadoras, a exemplo das Resolução CONAMA 357/2005, alinhando a gestão hídrica aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 3 — Saúde e Bem-Estar, ODS 6 — Água Potável e Saneamento e ODS 14 — Vida na Água).
Description: Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275669
Date: 2026-09-09


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LABTOX.mp4 48.27Mb MPEG-4 video View/Open Seminário De Iniciação Científica E Tecnológica. Universidade Federal De Santa Catarina. Centro Tecnológico. Departamento De Engenharia Sanitária e Ambiental.

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