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Abstract:
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O presente trabalho apresenta os resultados das atividades desenvolvidas no ciclo de Iniciação Científica (PIBIC/UFSC 2025/2026) junto ao Núcleo de Finanças Pessoais e Comportamentais (NUFIPEC), no projeto "Educação Financeira nas Escolas". O plano contemplou formação teórica, aplicação das provas da Olimpíada Brasileira de Educação Financeira (OBEF 2025), apoio à Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), auxílio na coleta de dados para pesquisas do núcleo e colaboração na elaboração de múltiplos artigos científicos submetidos em periódicos e apresentados em congressos (Behavioral Science Lab 2026, 16º Congresso UFSC de Controladoria e Finanças e ENANGRAD 37º). Como recorte para esta apresentação, detalham-se os resultados do estudo ‘O Conhecimento Financeiro do Jovem Aprendiz: Uma Análise dos seus Determinantes’.
A pesquisa objetivou avaliar o nível de conhecimento financeiro de jovens aprendizes e identificar seus determinantes sociodemográficos e comportamentais. Realizou-se um estudo quantitativo e descritivo (survey) com 477 aprendizes do SENAC em Florianópolis/SC (95% da população-alvo). O questionário investigou o perfil socioeconômico e aplicou uma escala de conhecimento financeiro de 7 questões (juros simples/compostos, inflação, risco, retorno e diversificação). A análise utilizou estatística descritiva, testes t de Student, ANOVA e Regressão Linear Múltipla.
Os resultados apontaram baixo nível geral de conhecimento financeiro (média de 2,67 acertos em 7, ou 38,14%), com lacunas expressivas em juros compostos (15,51% de acertos), inflação (28,09%) e diversificação (28,09%), contra 60,17% de acertos em cálculo de descontos. Testes de médias indicaram desempenhos superiores em homens, estudantes da rede privada, jovens de maior renda familiar e com pais de nível superior. No modelo de regressão (R² ajustado = 0,152; p < 0,001), mantiveram-se como determinantes significativos o gênero masculino, a renda familiar elevada, a escolaridade paterna superior e o debate frequente sobre o orçamento familiar no lar. Já conversas focadas no uso imediato do salário apresentaram associação negativa.
Conclui-se que o conhecimento financeiro do jovem aprendiz é limitado e condicionado por desigualdades estruturais e pela qualidade do diálogo familiar. O estudo evidencia que o ingresso no mercado de trabalho e a renda própria não asseguram a maturidade financeira, reforçando a necessidade de capacitação curricular obrigatória nos programas de aprendizagem (Portaria MTE nº 3.872/2023). Todas as metas teóricas, operacionais e de publicação do plano foram cumpridas. |