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Abstract:
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Este trabalho teve como objetivo avaliar a sobrevivência da almeja Phacoides pectinatus submetida a diferentes densidades de estocagem e investigar sua eficiência na remoção de sólidos suspensos totais (SST) provenientes de um sistema de cultivo de camarões marinhos em bioflocos (BFT). O experimento foi conduzido por 35 dias no Laboratório de Camarões Marinhos (LCM), utilizando três densidades de estocagem 6 (D6), 12 (D12) e 24 (D24) animais por unidade experimental e um grupo controle (D0), sem animais, cada um com três repetições, totalizando 12 unidades experimentais. Inicialmente, esses animais, foram mantidos sobre o leito de lodo proveniente da decantação de cinco horas da caixa de abastecimento, saindo de 475 para 270 mg L⁻¹, sendo essa a concentração inicial do experimento. O sistema era submetido à renovação diária equivalente a cerca de 100% do volume útil das caixas das almejas. Durante e ao final do experimento, foram avaliados a sobrevivência, qualidade de água (temperatura, oxigênio dissolvido e salinidade) e sólidos suspensos totais (SST). A sobrevivência final foi de 77,78± 25,46% em D6, 94,44± 4,81% em D12 e 87,50± 7,22% em D24, porém não apresentou diferença estatística entre os tratamentos (p>0.05). Os parâmetros de qualidade de água demonstraram diferença estatística para o oxigênio dissolvido e amônia, o tratamento D24 apresentou menor valor médio de oxigênio 6.11± 0.40 diferenciando apenas do D0 (sem animais) 6.69± 0.34 e valor médio de 2.10± 0.79 de amônia (p<0.05) em relação aos demais tratamentos ao final do experimento. Os sólidos da caixa de abastecimento obtiveram média final de 337.54± 71.51 mg/L, valor considerado adequado para cultivo em BFT. Portanto as diferentes densidades de cultivo, testadas neste trabalho não influenciaram na sobrevivência da almeja P. pectinatus, além disso o sistema proporcionou controle e manutenção do SST da caixa de abastecimento, tornando a almeja uma potencial espécie para produção aquícola. |