O mundo é sua ostra: extrato de microalgas na ostreicultura visando o aumento do valor biológico inerente ao produto

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O mundo é sua ostra: extrato de microalgas na ostreicultura visando o aumento do valor biológico inerente ao produto

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Title: O mundo é sua ostra: extrato de microalgas na ostreicultura visando o aumento do valor biológico inerente ao produto
Author: Magagnin, Santos Gonçalves
Abstract: As algas são fontes de várias moléculas bioativas, como ácidos graxos, aminoácidos, polissacarídeos e pigmentos. O interesse pelos pigmentos das algas emergiu no mercado global, principalmente, para aplicações alimentícias e na formulação de cosméticos. Os pigmentos têm um papel importante nos processos relatados à fotossíntese, além disso, podem apresentar diversas atividades biológicas benéficas, como antioxidante, anti-inflamatória e neuroprotetora. Pelo menos três classes de pigmentos ocorrem em microalgas: ficobilinas, clorofilas e carotenoides. Em vista desse crescente interesse e dos benefícios apresentados, a presente proposta objetiva a bioprospecção de pigmentos tradicionais (i.e., clorofilas e astaxantina) e outros menos explorados (i.e., marenina) oriundos de microalgas a fim de propiciar novos processos e produtos sustentáveis, partindo da hipótese que diferentes pigmentos de microalgas modificam a coloração de ostras. Para comprovar isso, microalgas produtoras de pigmentos de coloração variada pertencentes ao cepário do Laboratório de Ficologia (LAFIC) do Departamento de Botânica foram usadas. Cepas dos gêneros Haematococcus (coloração vermelha), Chlorella (coloração verde), Haslea (coloração azul) e Chaetoceros (controle) foram cultivadas em escala laboratorial e ofertadas in vivo para os bivalves. Ensaios experimentais com as diferentes cepas foram conduzidos com o intuito de definir a melhor opção de coloração e o efeito do tempo na viabilidade e efetividade da pigmentação de ostras Crassostrea gigas. Os resultados demonstraram que a clorofila oriunda da microalga Chlorella sp. não resultou em coloração no manto, estômago ou brânquias dos bivalves, enquanto os pigmentos carotenóides apenas influenciaram a coloração do sistema gastrointestinal das ostras. Por outro lado, o pigmento marenina foi capaz de tingir visivelmente as brânquias dos animais juvenis em 15 dias. Em resumo, informações sobre a coloração e alimentação de ostras utilizando pigmentos de microalgas, incluindo a singular diatomácea Haslea sp., foram observadas a partir desses resultados, podendo contribuir com o fortalecimento da ostreicultura – uma tradicional e importante atividade aquícola para o estado de Santa Catarina – por meio da criação de um produto inovador e com valor econômico e biológico agregado.
Description: Tecnologia e inovação
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275526
Date: 2026-09-08


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