Curso de tempo de recuperação da ecointensidade, inchaço muscular e força muscular dos membros superiores após uma simulação de competição em atletas experientes de jiu-jítsu

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Curso de tempo de recuperação da ecointensidade, inchaço muscular e força muscular dos membros superiores após uma simulação de competição em atletas experientes de jiu-jítsu

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Title: Curso de tempo de recuperação da ecointensidade, inchaço muscular e força muscular dos membros superiores após uma simulação de competição em atletas experientes de jiu-jítsu
Author: Schmitz, Jozenir
Abstract: Introdução: O jiu-jítsu brasileiro (BJJ) é um esporte de combate que exige alta demanda de flexão de cotovelo e preensão manual, devido à intensa exigência de pegadas no quimono e manutenção de posições de controle. Nos últimos anos, investigações sobre as demandas cardiometabólicas e neuromusculares em esportes de combate têm recebido atenção crescente. No entanto, ainda são escassas as evidências sobre os efeitos de uma competição de BJJ em variáveis como ecointensidade e força muscular isométrica, tanto imediatamente quanto nos dias subsequentes aos combates. A ecointensidade tem sido amplamente utilizada na ciência do movimento humano e parece estar associada ao dano muscular. Além disso, a redução prolongada da capacidade de produção de força muscular é uma consequência potencial do dano muscular. Objetivo: analisar o comportamento temporal da ecointensidade, inchaço muscular (espessura muscular) e força muscular (preensão manual e força isométrica de flexores de cotovelo) após a realização de uma sessão simulada em atletas experientes de BJJ. Método: A amostra foi composta por 14 atletas masculinos de 18 a 43 anos, com pelo menos um ano de experiência, graduados em faixa branca, azul e roxa, com treinos regulares de três vezes por semana, dos quais 12 concluíram todas as etapas de coleta de dados. As características antropométricas do grupo foram: idade média de 30,16 ± 9,22 anos, estatura de 178,58 ± 0,04 cm, massa corporal de 84,92 ± 9,49 kg e percentual de gordura corporal de 14,38 ± 5,43%. Foi adotado um delineamento experimental com medidas repetidas em oito momentos (pré e pós). Tal sessão simulada de competição foi composta por 4 lutas de 6 min cada, com intervalo de 6 min entre as lutas. As medidas das variáveis de interesse foram realizadas nos momentos pré luta (PRE), após a primeira luta (POS1), após a segunda luta (POS2), após a terceira luta (POS3), após a quarta simulação de luta (POS4), após 24 h (POS24), após 48 h (POS48) e após 72 h (POS72). Os dados foram apresentados por meio de estatística descritiva e as variáveis dependentes foram analisadas através de ANOVA para medidas repetidas. O nível de significância aceito foi de p < 0,05. Resultados: Verificou-se que a força isométrica de preensão manual, em relação ao PRE, apresentou redução entre os momentos POS1 até POS24 (p = 0,037, p = 0,001, p = 0,003, p = 0,002 e p = 0,037, respectivamente), indicando recuperação em 48 h. Em contraste para força isométrica de flexores do cotovelo foi encontrado diferença somente no POS4 (p = 0,003), em relação ao PRE, indicando recuperação em 24 h. Para espessura muscular, foi encontrado diferença significativa apenas do PRE para o POS4 (p= 0,003) da região da ulna, sem diferença significativas para região do rádio e flexores do cotovelo (bíceps braquial e braquial). Para a média e bandas da ecointensidade, não foram identificadas diferenças em nenhum dos momentos avaliados. Conclusão: A competição simulada de BJJ induziu fadiga nos flexores do cotovelo e do punho, com recuperação mais rápida dos flexores do cotovelo (24 h) em comparação aos flexores do punho (48 h). Além disso a sessão simulada induziu ao inchaço muscular agudo na região da ulna. Não foram observadas alterações na espessura muscular (região do rádio e bíceps braquial e braquial) e na ecointensidade ao longo do tempo, sugerindo a participação de mecanismos periféricos e centrais de fadiga.Abstract: Introduction: Brazilian Jiu-Jitsu (BJJ) is a combat sport that demands high levels of elbow flexion and hand grip strength due to the intense requirements of gripping the kimono and maintaining control positions. In recent years, investigations into the cardiometabolic and neuromuscular demands in combat sports have received increasing attention. However, evidence on the effects of a Jiu-Jitsu competition on variables such as ecointensity and isometric muscle strength, both immediately and in the days following the fights, is still scarce. Ecointensity has been widely used in the science of human movement and appears to be associated with muscle damage. Furthermore, prolonged reduction in muscle force production capacity is a potential consequence of muscle damage. Objective: To analyze the temporal behavior of ecointensity, muscle growth (muscle thickness), and muscle strength (hand grip and isometric elbow flexor strength) after a simulated competition in experienced Jiu-Jitsu athletes. Method: The sample consisted of 14 male athletes aged 18 to 43 years, with at least one year of experience, holding white, blue, and purple belts, and training regularly three times a week. Of these, 12 completed all stages of data collection. The anthropometric characteristics of the group were: mean age of 30.16 ± 9.22 years, height of 178.58 ± 0.04 cm, body mass of 84.92 ± 9.49 kg, and body fat percentage of 14.38 ± 5.43%. An experimental design with repeated measures at eight time points (pre and post) was adopted. This competition simulation consisted of 4 fights of 6 minutes each, with a 6-minute interval between fights. The measurements of the variables of interest were performed at the pre-fight (PRE), post-first fight (POS1), post-second fight (POS2), post-third fight (POS3), post-fourth simulated fight (POS4), post-24 h (POS24), post-48 h (POS48), and post-72 h (POS72) time points. Data were presented using descriptive statistics, and dependent variables were demonstrated through repeated measures ANOVA. The accepted significance level was p < 0.05. Results: It was found that isometric handgrip strength, in relation to PRE, showed a reduction between POS1 and POS24 (p = 0.037, p = 0.001, p = 0.003, p = 0.002, and p = 0.037, respectively), with recovery observed at 48 h. In contrast, for isometric strength of elbow flexors, a difference was found in relation to PRE, with a decrease in recovery at 24 h. For muscle thickness, mean and echo-intensity bands, no differences were identified at any of the evaluated time points. Conclusion: The simulated Jiu-Jitsu competition induced fatigue in the elbow and wrist flexors, with faster recovery of the wrist flexors (24 h) compared to the elbow flexors (48 h). No changes in muscle thickness and echo-intensity were observed over time, indicating the participation of peripheral and central fatigue mechanisms.
Description: Dissertação (mestrado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275185
Date: 2026


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