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Abstract:
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O envelhecimento populacional tem se intensificado nas últimas décadas, evidenciando a necessidade de estratégias que promovam saúde, autonomia e qualidade de vida para as pessoas idosas. Nesse contexto, a prática regular de atividade física destaca-se como um importante instrumento para um envelhecimento saudável, embora a adesão e a permanência nessa prática dependam de diferentes fatores motivacionais. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar os fatores motivacionais associados à adesão e à permanência de pessoas idosas na prática de atividade física no projeto de extensão “Atividades Físicas para a Terceira Idade”, da Universidade Federal de Santa Catarina. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de natureza aplicada, descritiva e de delineamento transversal. A amostra foi composta por 42 participantes, sendo 27 praticantes de ginástica e 15 de voleibol, com idade igual ou superior a 60 anos. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário sociodemográfico e a Escala de Motivação para Atividade Física e Lazer, composta por oito domínios motivacionais: competição, aparência, expectativa dos outros, afiliação, condição física, condição psicológica, maestria e diversão. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, correlação de Spearman e teste de Friedman. Os resultados demonstraram que os fatores motivacionais mais valorizados foram condição física e diversão, enquanto os menores escores foram observados nos domínios expectativa dos outros e competição. Verificou-se, ainda, correlação positiva entre o tempo de participação no projeto e os domínios expectativa dos outros, competição, maestria, condição psicológica, afiliação e aparência. Ao agrupar os domínios em aspectos biológicos, psicológicos e sociais, observou-se maior importância atribuída ao aspecto psicológico, que divergiu significativamente dos demais. Conclui-se que, embora a manutenção da saúde física constitua um importante motivo para a prática de atividade física, fatores relacionados ao prazer, ao bem-estar emocional, à percepção de competência e à realização pessoal assumem papel central na permanência das pessoas idosas em programas de atividade física. Esses achados reforçam a necessidade de desenvolver intervenções que considerem a motivação de forma multidimensional, valorizando os aspectos psicológicos e sociais envolvidos no envelhecimento ativo. |