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Abstract:
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A dengue representa um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, contexto
no qual soluções do tipo mHealth emergem como ferramentas estratégicas de
vigilância epidemiológica, comunicação de risco e educação em saúde. O presente
trabalho propôs e desenvolveu, sob a ótica da experiência de usuário (UX), o
protótipo de média fidelidade de um aplicativo informacional móvel voltado à dengue,
denominado DengueSC. A pesquisa, de natureza aplicada, caráter exploratório e
abordagem metodológica mista, estruturou-se em etapas sequenciais e
interdependentes: revisão da literatura especializada em mHealth e dengue,
levantamento de doze requisitos funcionais e onze requisitos não funcionais,
aplicação de card sorting que consolidou a arquitetura de navegação em três
módulos funcionais Mapa, Estatísticas e Informes, elaboração de três mapas de
empatia e três personas representativas dos perfis de usuário identificados, sendo
eles o cidadão leigo residente em área endêmica, a autoridade em saúde pública e o
agente comunitário voluntário. Construção de duas Análises Hierárquicas de Tarefas
(AHT), modelagem preditiva de cinco tarefas críticas pelo método GOMS/KLM e
desenvolvimento iterativo de wireframes em papel e em plataforma digital,
culminando em protótipo navegável de cinco telas: Login, Início, Mapa, Estatísticas e
Informes. A avaliação analítica do protótipo, conduzida com base nas heurísticas de
usabilidade nos critérios da Mobile App Rating Scale (MARS) e nos resultados
quantitativos do GOMS, evidenciou coesão entre as decisões de arquitetura da
informação, os fluxos de navegação e as necessidades informacionais dos três
perfis mapeados. Os resultados demonstram que a aplicação articulada de métodos
de design centrado no usuário, sustentada pela literatura de mHealth e orientada
pelos princípios da Ciência da Informação, configura uma abordagem metodológica
consistente para a concepção de serviços informacionais digitais em saúde pública.
Como limitações principais, destacam-se a ausência de testes empíricos com
usuários reais, substituídos pela revisão analítica e pela modelagem preditiva, e a
construção das personas por inspeção bibliográfica, aspectos que indicam caminhos
prioritários para iterações futuras do projeto |