O trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde: condições de trabalho e competências profissionais em contexto neoliberal

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O trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde: condições de trabalho e competências profissionais em contexto neoliberal

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Title: O trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde: condições de trabalho e competências profissionais em contexto neoliberal
Author: Martins, Yara Lazarin
Abstract: Este Trabalho de Conclusão de Curso trata sobre o trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde em contexto neoliberal, e tem como objetivo geral compreender como se dá o trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde em contexto neoliberal, visando contribuir com o desvendamento de suas incidências para o trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde. Para atingir os objetivos, a pesquisa pautou-se no materialismo histórico dialético, o qual permite compreender as múltiplas determinações que constituem a realidade social e sua dinamicidade. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, de natureza quanti-qualitativa. Para a coleta de dados, utilizaram-se as técnicas de pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica foi realizada nos anais do Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais (CBAS) dos anos de 2016, 2019 e 2022 utilizando os descritores “Atenção Primária”, “Centro de Saúde”, “Unidade Básica de Saúde” e “NASF”, com o objetivo de identificar elementos relacionados às competências e às condições de trabalho de assistentes sociais nas unidades básicas de saúde (UBS). Já a pesquisa documental, baseou-se em dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), visando quantificar o número de assistentes sociais, unidades básicas de saúde/centros de saúde e postos de saúde presentes no território nacional. Os dados do ano de 2024 apontam que há 50.090 unidades de saúde no Brasil, e que dos 4.292.893 profissionais que se inserem nelas, 11.127 são assistentes sociais, o que indica que a presença da categoria segue numericamente restrita diante da capilaridade da atenção primária à saúde (APS), resultando em cobertura limitada e distribuição desigual entre os territórios. Além disso, foi possível apreender que a atenção primária à saúde, em contexto neoliberal tem sofrido com os constantes desinvestimentos, não por acaso, mas de maneira intencional, pois a contenção de investimento social é um mecanismo estruturante desse projeto, que aposta na redução do papel do Estado e na desresponsabilização frente às demandas sociais. Isso repercute diretamente no trabalho de assistentes sociais. Nesse sentido, os artigos analisados permitiram identificar como o desfinanciamento causado pela política de austeridade fiscal se conecta com as condições de trabalho precárias como a sobrecarga, o desvio de função, a desvalorização profissional e salarial, bem como a limitação de políticas sociais de maneira a dificultar a execução de atividades em consonância com as competências profissionais, que predominam na esfera do atendimento direto. Isso exige de assistentes sociais o comprometimento com o projeto ético-político, sustentado na teoria social crítica, para a ampla defesa de direitos e construção mediações para enfrentar os limites institucionais, ainda que marcados por sobrecarga, demandas imediatistas e restrições materiais.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Serviço Social.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274835
Date: 2025-11-28


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