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Abstract:
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Durante a corrida, o aclive gera diferentes demandas biomecânicas quando
comparado com o exercício em terreno plano, podendo acarretar diferenças também
nas variáveis cardiorrespiratórias e metabólicas. Sendo assim, o objetivo do estudo é
comparar as respostas cardiorrespiratórias máximas durante teste incremental de
velocidade e de inclinação. Para isso, 47 sujeitos (42 homens e 5 mulheres) (idade:
34,4 ± 8,6 anos; altura: 174 ± 7,3 cm; massa corporal: 71,3 ± 8,8 kg) realizaram duas
visitas ao Laboratório de Esforço Físico da Universidade Federal de Santa Catarina.
Na primeira visita, realizaram um teste incremental de velocidade (TI-V) com
incrementos de 1 km/h a cada 3 minutos, e inclinação fixa em 1%. Na segunda visita,
realizaram um teste incremental de inclinação (TI-I), com velocidade fixa a 50% da
velocidade aeróbia máxima (VAM) atingida no TI-V, mas com incrementos de 2% de
inclinação a cada 3 minutos. Foram coletados dados de intensidade máxima atingida
(em km/h ou % de inclinação), consumo de oxigênio (VO2), frequência cardíaca (FC)
e a razão VO2/FC, i.e., pulso de O2 (O2 pulso). Para comparar os dados, foi utilizado
o teste t de Student para amostras pareadas. O número de estágios alcançados no
TI-V foi significativamente maior que no TI-I (16,6 ± 1,8 vs. 16,5 ± 1,4; p < 0,001). A
FC máxima foi maior no TI-V (186,1 ± 11 vs. 180,9 ± 10,1; p < 0,001), assim como o
O2 pulso máximo (22,2 ± 4,0 vs. 23,2 ± 4,1 mL/batimento; p = 0,0002). Não foram
observadas diferenças no VO2max absoluto (4115 ± 698 vs. 4176 ± 695 ml/min; p =
0,151) e relativo à massa corporal (57,7 ± 6,8 vs. 58,6 ± 7,1 mL/kg/min; p = 0,133). O
teste incremental de inclinação com velocidade fixa em 50% da VAM gerou menor
FCmax e maior O2 pulso máximo, sem alterar o VO2max. O aumento do VO2max e a
redução da FCmax possivelmente ocorreu pelo maior recrutamento muscular dos
membros inferiores, especialmente dos músculos do tríceps sural, elevando o retorno
venoso, o volume diastólico final e consequentemente o volume sistólico. |