Entre a denúncia e o silêncio: a questão indígena na construção do regime internacional dos direitos humanos e a resposta da ditadura militar brasileira (1964-1985)
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| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Dri, Clarissa Franzoi |
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| dc.contributor.author |
Zambom, Camila |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-20T21:24:20Z |
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| dc.date.available |
2026-07-20T21:24:20Z |
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| dc.date.issued |
2026-07-03 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274529 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
Esta monografia analisa a maneira como a pressão exercida internacionalmente sobre o regime
militar brasileiro (1964-1985) produziu adaptações institucionais na política indigenista do
Estado. Para tanto, parte-se das contribuições teóricas do Institucionalismo Neoliberal e da
literatura sobre normas internacionais, com destaque para os estudos de Martha Finnemore e
Kathryn Sikkink. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em revisão
bibliográfica e análise documental de relatórios, documentos oficiais e publicações de
organizações internacionais e não governamentais. Inicialmente, examina-se o processo de
internacionalização da questão indígena e a atuação de atores como a Organização Internacional
do Trabalho (OIT), a Organização das Nações Unidas (ONU), a Anistia Internacional, a
Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Conselho Mundial dos Povos
Indígenas (CMPI) na construção de mecanismos de proteção aos direitos indígenas. Em seguida,
analisa-se a situação das comunidades indígenas brasileiras durante a ditadura militar, com base
em documentos como o Relatório Figueiredo e o Relatório Final da Comissão Nacional da
Verdade, bem como as denúncias formuladas por organizações internacionais e as respostas
adotadas pelo governo brasileiro diante da crescente visibilidade internacional dessas violações.
Os resultados indicam que, embora a política indigenista do regime tenha permanecido
orientada por princípios integracionistas e por objetivos vinculados ao desenvolvimento
econômico, a pressão internacional contribuiu para a adoção de adaptações institucionais e
medidas voltadas à mitigação dos custos políticos e reputacionais decorrentes das denúncias.
Conclui-se que a atuação de organizações internacionais e transnacionais desempenhou papel
relevante na ampliação da visibilidade das violações de direitos indígenas e na indução de
respostas institucionais por parte do Estado brasileiro, ainda que limitadas em seu alcance
transformador. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
This undergraduate thesis analyzes how international pressure exerted on the Brazilian military
regime (1964–1985) produced institutional adaptations in the State's indigenous policy. To this
end, it draws upon the theoretical contributions of Neoliberal Institutionalism and the literature
on international norms, with particular emphasis on the works of Martha Finnemore and
Kathryn Sikkink. The research adopts a qualitative approach, based on a literature review and
documentary analysis of reports, official documents, and publications produced by international
and non-governmental organizations. First, it examines the internationalization of indigenous
issues and the role played by actors such as the International Labour Organization (ILO), the
United Nations (UN), Amnesty International, the Inter-American Commission on Human
Rights (IACHR), and the World Council of Indigenous Peoples (WCIP) in the development of
mechanisms for the protection of indigenous rights. It then analyzes the situation of Brazilian
indigenous communities during the military dictatorship, drawing on documents such as the
Figueiredo Report and the Final Report of the National Truth Commission, as well as on
complaints submitted by international organizations and the responses adopted by the Brazilian
government in light of the growing international visibility of these violations. The findings
indicate that, although the regime's indigenous policy remained guided by integrationist
principles and objectives related to economic development, international pressure contributed
to the adoption of institutional adaptations and measures aimed at mitigating the political and
reputational costs arising from these allegations. It is concluded that the actions of international
and transnational organizations played a significant role in increasing the visibility of
indigenous rights violations and in prompting institutional responses from the Brazilian State,
although such responses remained limited in their transformative scope. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
60 f. |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
pt_BR |
| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Ditadura militar |
pt_BR |
| dc.subject |
Direitos indígenas |
pt_BR |
| dc.subject |
Opinião internacional |
pt_BR |
| dc.title |
Entre a denúncia e o silêncio: a questão indígena na construção do regime internacional dos direitos humanos e a resposta da ditadura militar brasileira (1964-1985) |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |
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