Contradições da compensação ambiental em usinas hidrelétricas: análise da legislação e do potencial do conhecimento ecológico local para a restauração

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Contradições da compensação ambiental em usinas hidrelétricas: análise da legislação e do potencial do conhecimento ecológico local para a restauração

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Giehl, Eduardo Luís Hettwer
dc.contributor.author Tarouco, Elizabeth Eny Gusmão
dc.date.accessioned 2026-07-09T20:31:00Z
dc.date.available 2026-07-09T20:31:00Z
dc.date.issued 2026-06-22
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273947
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Ciências Biológicas. pt_BR
dc.description.abstract A construção de usinas hidrelétricas (UHEs) no Rio Canoas (SC) – Campos Novos, Garibaldi e São Roque – tem causado perda de habitat e desestruturação de florestas ribeirinhas, contribuindo para a homogeneização biótica e impactando negativamente as comunidades tradicionais ribeirinhas. Este trabalho analisou como a legislação ambiental federal e estadual influencia os processos de compensação ambiental desses empreendimentos e investigou o potencial do Conhecimento Ecológico Local (CEL) das populações atingidas para orientar a restauração e promover a diversidade beta. Foram comparadas três listas de espécies arbóreas para cada UHE: (i) a lista de espécies propostas pelo empreendimento para compensação ambiental; (ii) a lista obtida por amostragem em campo com a metodologia de parcelas; e (iii) a lista proveniente de entrevistas com agricultores ribeirinhos que residem ou residiam próximos ao rio. Empregaram-se análises de diversidade alfa e beta, PERMANOVA e ordenação NMDS. A análise de 24 marcos legais demonstrou ausência de parâmetros ecológicos robustos e de mecanismos efetivos de participação social na maioria das normas. Os resultados evidenciaram que as listas de compensação são reduzidas em comparação com a amostragem de campo e com o Conhecimento Ecológico Local (CEL). A fonte dos dados (compensação, campo ou entrevista) explica 48% da variação composicional, enquanto a variável barragem (Garibaldi, Campos Novos e São Roque) não teve efeito significativo. As listas de compensação se mostraram mais isoladas em relação aos dados de campo e ao CEL, indicando que os projetos de compensação padronizados se afastam do esperado para uma área de recuperação ambiental, promovendo a homogeneização biótica. Conclui-se que a integração do CEL aos projetos de restauração pode ampliar a diversidade beta e promover a heterogeneização ambiental, sendo necessária uma revisão legal que incorpore critérios ecológicos claros e garanta o protagonismo das comunidades atingidas. pt_BR
dc.format.extent 47 f pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Compensação Ambiental pt_BR
dc.subject Restauração Ecológica pt_BR
dc.subject Conhecimento Ecológico Local pt_BR
dc.subject Homogeneização biótica pt_BR
dc.title Contradições da compensação ambiental em usinas hidrelétricas: análise da legislação e do potencial do conhecimento ecológico local para a restauração pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR
dc.contributor.advisor-co Wuerges, Mariah


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