Perfil clínico-epidemiológico de infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e análise caso-controle de fatores associados em hospital universitário do sul do Brasil

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Perfil clínico-epidemiológico de infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e análise caso-controle de fatores associados em hospital universitário do sul do Brasil

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Title: Perfil clínico-epidemiológico de infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e análise caso-controle de fatores associados em hospital universitário do sul do Brasil
Author: Maschietto, Vítor Maurício Merlin
Abstract: Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) figura entre os patógenos de maior relevância clínica e epidemiológica em saúde pública global. Apesar disso, ainda são limitados os estudos brasileiros sobre frequência e fatores associados a desfechos clínicos em infecções por MRSA, especialmente em Santa Catarina. Este estudo teve por objetivo caracterizar o perfil clínico-epidemiológico das infecções por S. aureus no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC), bem como comparar comorbidades e desfechos conforme o perfil de resistência (MRSA e MSSA). Trata-se de estudo conduzido em dois braços: caracterização descritiva de 82 pacientes com isolamento de S. aureus e estudo caso-controle pareado por idade e gravidade clínica (sepse ou não sepse), este último subdividido conforme nicho ecológico de aquisição da infecção – Infecção Adquirida na Comunidade (IAC) ou Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS). Os resultados demonstraram predominância do sexo masculino (67,1%; p=0,002) e maior frequência de infecções comunitárias tanto na casuística geral (69,5%) quanto nos grupos MRSA (68,3%) e MSSA (70,7%). A frequência de MRSA atingiu 50% em 2025, valor expressivamente superior ao previamente descrito na mesma região em 2015 (<10%). O principal sítio de infecção foi pele e tecidos moles, especialmente entre os isolados MRSA (63,4%), enquanto MSSA apresentou distribuição mais homogênea entre pele e tecidos moles (29,3%) e hemoculturas (31,7%). A maioria dos pacientes apresentou evolução não grave, com admissão em terapia intensiva e uso de vasopressores observados em 19,5% (16/82) dos casos, e letalidade hospitalar de 9,8% (9/82). Os óbitos concentraram-se em pacientes sépticos e com infecções invasivas. Na análise caso-controle, pacientes com IRAS apresentaram tendência a maior carga de comorbidades, sem significância estatística. Observou-se ainda tendência a desfechos mais graves associados ao MSSA nas IAC, enquanto nas IRAS os desfechos desfavoráveis concentraram-se no MRSA. Embora limitado pelo baixo tamanho amostral, o estudo não identificou fatores clínico-epidemiológicos isolados claramente determinantes para gravidade ou desfechos, evidenciando a natureza multifatorial e complexa das infecções por S. aureus. Os achados reforçam a necessidade de estudos multicêntricos e abordagens integradas de interação patógeno-hospedeiro para melhor compreensão da evolução clínica dessas infecções.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273670
Date: 2026-06-11


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