Propriedades petrofísicas da Formação Rio Bonito: implicações para armazenamento geológico de CO2

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Propriedades petrofísicas da Formação Rio Bonito: implicações para armazenamento geológico de CO2

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Title: Propriedades petrofísicas da Formação Rio Bonito: implicações para armazenamento geológico de CO2
Author: Costa, Gabriel Figueiredo
Abstract: Este trabalho caracteriza as propriedades faciológicas, petrográficas e petrofísicas da Formação Rio Bonito na região entre o nordeste do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina, com o objetivo de avaliar sua adequação como reservatório para armazenamento geológico de dióxido de carbono. A investigação descreve as litofácies, define as associações de fácies, quantifica os constituintes por análise modal segundo Folk e determina as propriedades porosas por meio de porosimetria por intrusão de mercúrio. O estudo também calcula a permeabilidade utilizando o modelo Katz–Thompson. A análise faciológica identifica paleoambientes continentais, transicionais e marinhos, que exibem heterogeneidade textural expressiva. A petrografia mostra que os arenitos apresentam composição predominantemente subarcósea, com abundância de minerais instáveis alterados e dissolvidos. A calcita se destaca como o cimento autigênico mais recorrente e o principal responsável pela redução da porosidade, ao preencher os espaços intergranulares. A compactação mecânica e a cimentação por sílica intensificam esse efeito, enquanto a dissolução de feldspatos e fragmentos líticos gera porosidade secundária restrita. Os resultados petrofísicos registram porosidades efetivas entre 3,28% e 15,52% nos arenitos e entre 1,07% e 2,37% nos siltitos. As curvas de distribuição de gargantas de poro exibem padrões predominantemente unimodais, mas também multimodais, que refletem diferenças no grau de heterogeneidade e na preservação do sistema poroso. A permeabilidade apresenta média de 17,15 mD, indicando conectividade limitada mesmo nos intervalos mais arenosos. A síntese dos dados demonstra que os arenitos da área de estudo não possuem as propriedades adequadas para projetos de armazenamento geológico de dióxido de carbono (CO2). Entretanto, as limitações na quantidade de amostras e nos métodos utilizados impedem a confirmação da inadequação total da Formação Rio Bonito para fins de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS). A pesquisa evidencia que a Formação Rio Bonito exibe forte variabilidade deposicional e diagenética em escala de bacia, o que sugere a existência de setores com melhor qualidade reservatório em outras regiões, além de possuir rochas pelíticas com bom comportamento selante. Esses resultados reforçam a importância de estudos de alta resolução e de modelagens integradas para identificar intervalos mais favoráveis ao armazenamento de CO2.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Geologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273667
Date: 2025-12-08


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