Perfil dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico nos três estados do Sul do Brasil entre 2019 a 2023

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Perfil dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico nos três estados do Sul do Brasil entre 2019 a 2023

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina. pt_BR
dc.contributor.advisor Menegon, Fabricio Augusto
dc.contributor.author Glir, Bruno Ferreira
dc.date.accessioned 2026-06-10T13:53:22Z
dc.date.available 2026-06-10T13:53:22Z
dc.date.issued 2026-05-26
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273534
dc.description TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. pt_BR
dc.description.abstract Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico, sociodemográfico e ocupacional dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico (ATEMB) nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entre 2019 e 2023 e identificar diferenças e semelhanças. Métodos: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo realizado com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos via DATASUS, combinados com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) para o cálculo de taxas de incidência por 1.000 vínculos empregatícios de profissionais de saúde. As variáveis analisadas foram: ano do registro, unidade federativa, sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, ocupação e situação no mercado de trabalho. Quanto às características do agravo, incluíram-se: circunstância do acidente, agente causador, tipo de material orgânico, tipo de exposição, uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e evolução do caso. Resultados: Foram analisadas 65.717 notificações no período, das quais 63,5% (n=41.752) envolveram profissionais de saúde. O Paraná registrou o maior volume absoluto de casos (n=25.498), seguido pelo Rio Grande do Sul (n=22.587) e por Santa Catarina (n=17.632). A taxa média de incidência foi maior em Santa Catarina (23,3/1.000), seguida pelo Paraná (21,1/1.000) e pelo Rio Grande do Sul (20,1/1.000). O ano de 2020 apresentou o menor número de notificações nos três estados. O perfil epidemiológico mostrou-se homogêneo em toda a Região Sul: predomínio do sexo feminino (~79%), faixa etária de 20 a 29 anos em volume absoluto, autodeclaração de cor branca (77% a 88%), escolaridade de ensino médio completo e categoria profissional de técnico de enfermagem (38% a 52%). As taxas de incidência por faixa etária revelaram maior vulnerabilidade entre profissionais de 15 a 19 anos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O agente causador mais frequente foi a agulha com lúmen (52% a 58%), o material orgânico predominante foi o sangue (~78%) e o tipo de exposição mais comum foi a percutânea (~75%). A luva foi o equipamento de proteção individual mais utilizado (76% a 81%), enquanto a proteção facial apresentou a menor adesão (7% a 9%). A Comunicação de Acidente de Trabalho foi emitida em 54,5% a 61,0% dos casos. O abandono do acompanhamento foi marcadamente elevado no Paraná (27,8%), contrastando com Santa Catarina (10,3%) e Rio Grande do Sul (3,2%). Conclusão: O perfil epidemiológico dos ATEMB na Região Sul é homogêneo entre os três estados, com diferenças relevantes nas taxas de incidência e no seguimento pós acidente. Espera-se que os resultados subsidiem o planejamento em saúde do trabalhador e orientem a definição de prioridades de intervenção e vigilância ocupacional na região. pt_BR
dc.format.extent 39 f. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC. pt_BR
dc.rights Open Access. en
dc.subject Notificação de acidentes de trabalho pt_BR
dc.subject Perfil epidemiológico pt_BR
dc.subject Exposição ocupacional pt_BR
dc.subject Vigilância em saúde pública pt_BR
dc.title Perfil dos acidentes de trabalho com exposição a material biológico nos três estados do Sul do Brasil entre 2019 a 2023 pt_BR
dc.type TCCgrad pt_BR


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