Uso de valproato de sódio para manejo de epilepsias em mulheres em idade fértil: um estudo transversal

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Uso de valproato de sódio para manejo de epilepsias em mulheres em idade fértil: um estudo transversal

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Title: Uso de valproato de sódio para manejo de epilepsias em mulheres em idade fértil: um estudo transversal
Author: Marmentini, Emily Lima
Abstract: Contexto: Mais de 50 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela epilepsia, um distúrbio neurológico originado por atividade neural síncrona ou excessiva no cérebro, cujo manejo pode ser realizado com diversos fármacos anti-crise (FACs) – incluindo o ácido valpróico (VPA), responsável por variados efeitos colaterais, incluindo malformações anatômicas e afecções neuropsiquiátricas em filhos de mulheres em idade fértil (MIF) que usam este medicamento. Aconselhamento, planejamento familiar e o uso de métodos contraceptivos são essenciais para evitar alguns de seus ônus. Mesmo com as recomendações vigentes, contudo, os padrões de prescrição deste fármaco ainda não são completamente elucidados. Objetivo: Analisar os dados sociodemográficos e clínicos de pacientes acompanhadas em um Ambulatório de Epilepsias Farmacorresistentes em um centro de referência no Sul do Brasil; investigar as discussões acerca da saúde reprodutiva de mulheres em idade fértil (MIF) neste Ambulatório e comparar as tendências de uso de VPA com a literatura atual. Métodos: Trata-se de um estudo observacional transversal de pacientes, MIF, com epilepsia, na faixa etária de 10 a 49 anos entre o período de 2018 a 2023, com prontuários online cadastrados em um centro de referência. Os dados foram organizados no Microsoft Excel e analisados no Jamovi. Resultados: Entre 2018 e 2023, 123 mulheres com epilepsia foram acompanhadas no Ambulatório, sendo 32 tratadas com VPA. A maioria (62,5%) apresentava epilepsia focal, era solteira ou divorciada (75%) e tinha de 10 a 12 anos de escolaridade (46,87%). Uma porcentagem mínima dos prontuários disponíveis continha registros sobre métodos contraceptivos e planejamento familiar (respectivamente, 28,12% e 15,62%, enquanto 6,25% tinham ambos). Conclusões: Não há debates suficientes sobre a saúde reprodutiva das mulheres, ou registros em prontuários, especialmente quando a se tratar de MIF com epilepsia.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273531
Date: 2025-08-08


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