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Abstract:
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O bolus é um dispositivo colocado sobre a pele durante a radioterapia para
superficializar a dose irradiada. Tradicionalmente, é confeccionado em cera; no
entanto, esse processo pode ser digitalizado por meio da impressão tridimensional
(3D). A metodologia foi estabelecida para investigar a viabilidade de diferentes
filamentos para impressoras 3D, com fácil acesso no mercado nacional, para
aplicação hospitalar em radioterapia. A análise dos filamentos foi conduzida com base
nos valores das Unidades Hounsfield (HU) obtidos a partir de amostras produzidas
por impressoras de Fused Deposition Modeling (FDM). Foram avaliados 16 filamentos
de impressão 3D, compostos por ABS, PLA e PETG para avaliar a viabilidade de uso
em tratamento radioterápico. Como resultados os filamentos de ABS apresentaram
valores negativos de HU, variando de -63,8 (ABS MG Preto) a -142 (ABS Ebony. O
PLA mostrou maior variação, com valores entre -183 (PLA Neutro) e +469 (PLA
Madeira). Destaca-se o PLA Branco Dental, com valor de 8,5 HU, próximo de zero, e
baixa variação (12,5 HU), indicando maior consistência dos resultados. O PETG
apresentou a menor variação nos valores de HU entre os filamentos analisados (3,5
HU), sugerindo maior estabilidade frente à RI. Em relação ao custo, o filamento ABS
Natural Marfim foi o mais acessível (R$ 59,00/kg), enquanto o PLA Verde Militar
apresentou o maior valor (R$ 125,36/kg). Podemos concluir que apesar da
necessidade de investimento em infraestrutura, a confecção de bolus por impressão
3D apresenta menor custo em comparação ao método tradicional em cera. Além
disso, essa técnica reduz o tempo de trabalho ativo e a variabilidade do processo
manual, contribuindo diretamente para maior precisão no tratamento radioterápico. |