Cargas de trabalho da enfermagem no cuidado ao paciente crítico na Unidade de Terapia Intensiva

DSpace Repository

A- A A+

Cargas de trabalho da enfermagem no cuidado ao paciente crítico na Unidade de Terapia Intensiva

Show full item record

Title: Cargas de trabalho da enfermagem no cuidado ao paciente crítico na Unidade de Terapia Intensiva
Author: Soares, Francini Barbosa
Abstract: Objetivo: Analisar as cargas de trabalho dos profissionais de enfermagem no cuidado ao paciente crítico na UTI. Método: pesquisa qualitativa do tipo exploratória interpretativa realizada em um hospital geral público do sul do Brasil. Foram entrevistados 30 (trinta) profissionais entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem. As cargas de trabalho foram analisadas com base no referencial teórico-metodológico-técnico proposto por Laurell e Noriega. Buscou-se também conhecer as estratégias de enfrentamento utilizadas dentro e fora do ambiente laboral; para isso, utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin em entrevistas semiestruturas e observação não participante no período de maio a julho de 2024. Resultados: Dos entrevistados, 70% eram do sexo feminino, 86,7% eram técnicos de enfermagem, a média de idade foi de 36,2 anos, sendo que 66,7% é contratado no regime de contrato por tempo determinado de trabalho, 100% cumpriam a jornada de 30 horas semanais, contudo 23,7% exerciam a carga horária de 49h-60h semanais em função de horas extraordinárias, contudo 20% declarou ter outro vínculo empregatício, 50% atua na enfermagem há mais de 10 anos e 70% atua no cuidado ao paciente crítico entre 1 e 5 anos. Os profissionais entrevistados identificaram as cargas psíquicas, as cargas mecânicas interatuando com as cargas fisiológicas, em função do posicionamento exigido para execução de suas atividades e lesões adquiridas em decorrência do processo de trabalho. Com menor destaque, perceberam as cargas biológicas e físicas, e às cargas químicas não houve menção. Identificaram fatores predisponentes da diminuição das cargas de trabalho, como a equipe presente, a escala de profissionais completa para o atendimento dos pacientes críticos, os técnicos de enfermagem responsáveis pelas tarefas de apoio do setor e a experiência profissional. E fatores predisponentes do aumento das mesmas, como a ocorrência de diversos procedimentos simultâneos na UTI, a complexidade dos pacientes críticos, e principalmente, a falta de funcionários que impacta diretamente no dimensionamento da equipe. As estratégias de enfrentamento utilizadas durante e após a jornada de trabalho dos participantes são: a espiritualidade, o suporte social, seja com familiares ou profissionais, o distanciamento dos fatos ocorridos durante o expediente após sua saída do local de trabalho, a medicalização e a prática de atividade física. Conclusão: Os profissionais da enfermagem embora expostos a todas as cargas de trabalho, as percebem parcialmente, isso demonstra a fragilidade da categoria acerca das condições de trabalho necessárias à sua função. As cargas psíquicas foram amplamente percebidas pelos profissionais, o que expôs a sobrecarga psíquica dos mesmos devido a exposição prolongada à tensão, seja devido à complexidade dos pacientes seja por conta das relações oriundas do trabalho. As cargas mecânicas e fisiológicas também receberam destaque por sua interatuação no processo de desgaste e adoecimento desse profissional. Em relação às estratégias de enfrentamento, a maior parte do suporte envolve o aspecto social, buscando familiares para conversar ou profissionais para terapia. Entretanto revela um aspecto sensível, a necessidade de intervenção medicamentosa para suportar os desafios provenientes de seu trabalho. Novas pesquisas podem aprofundar a temática visando formular estratégias que contribuam com os profissionais.Abstract: Objective: To analyze the workloads of nursing professionals in caring for critically ill patients in an intensive care unit (ICU). Methods: Qualitative, exploratory, interpretive research was conducted at a public general hospital in the South Region of Brazil. Thirty professionals, including nurses, nursing technicians, and nursing assistants, were interviewed. Their workloads were analyzed based on the theoretical-methodological-technical framework proposed by Laurell and Noriega. The study also sought to understand coping strategies used inside and outside the work environment; in order to do so, Bardin?s content analysis was applied in semi-structured interviews and non-participant observation during the period from May to July 2024. Results: Of the interviewees, 70% were female, and 86.7% were nursing technicians. Average age was 36.2 years; 66.7% had been hired under a fixed-term employment contract, and 100% had a 30-hour workweek. Nonetheless, 23.7% worked from 49 to 60 hours weekly due to overtime, and 20% stated that they had another employment contract. Additionally, 50% had been working in nursing for over 10 years, and 70% had been working in critical patient care for between 1 and 5 years. The professionals interviewed identified psychological loads, as well as mechanical loads interacting with physiological loads due to the positions required to perform their activities and injuries acquired as a result of work processes. With less emphasis, they perceived biological and physical loads; chemical loads were not mentioned. They identified factors that predispose to a decrease in workloads, including the nursing team present, a full range of professionals to care for patients who are critically ill, nursing technicians responsible for supporting tasks in the sector, and professional experience. Furthermore, they identified factors that predispose to an increase in workloads, for example, the occurrence of multiple simultaneous procedures in the ICU, the complexity of patients who are critically ill, and primarily the lack of employees that directly impacts team size. Participants reported the following coping strategies used during and after their workdays: spirituality; social support, whether from family members or professionals; distancing from events that occurred during the workday after leaving the workplace; medication; and practicing physical activity. Conclusion: Nursing professionals, although they are exposed to all types of workloads, perceive them partially; this demonstrates the category?s fragility regarding the working conditions necessary for their role. Psychological loads were widely perceived by professionals, which exposed them to psychological overload due to prolonged exposure to tension, whether due to patient complexity or to relationships arising from their work. They also highlighted mechanical and physiological loads on account of their interaction in the process of exhaustion and illness in this profession. With respect to coping strategies, the majority of the support involved the social aspect, seeking family members to talk to or professionals for therapy. Nonetheless, they revealed a sensitive aspect, namely, the need for medical intervention to cope with the challenges arising from their work. Future studies can add depth to this topic with the aim of formulating strategies that will contribute to these professionals.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272036
Date: 2025


Files in this item

Files Size Format View
PNFR1368-D.pdf 4.093Mb PDF View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar