| Title: | Desempenho ESG, inovação e ciclo de vida da firma: evidências no contexto latino-americano |
| Author: | Souza, Luiza de |
| Abstract: |
Esta pesquisa analisou o impacto da inovação no desempenho ESG (Environmental, Social and Governance) de empresas latino-americanas, considerando a moderação dos diferentes estágios do ciclo de vida da firma. A amostra foi composta por 656 observações de empresas não financeiras de capital aberto em seis países, no período de 2019 a 2023. A variável dependente foi o desempenho ESG, enquanto as variáveis de interesse foram a inovação e o ciclo de vida da firma, classificado segundo os modelos de Dickinson (2011) e Park e Chen (2006). O modelo de regressão em painel incorporou variáveis de controle referentes à rentabilidade, endividamento, risco, tamanho, enforcement institucional, setor e país. Os resultados descritivos indicaram heterogeneidade no desempenho ESG e na inovação entre países e setores. A Colômbia apresentou a média mais alta de ESG e a Argentina a mais baixa, enquanto Brasil, México, Chile e Peru se situaram em níveis intermediários. Setorialmente, os valores mais elevados de ESG se concentraram em Saúde e Materiais Básicos, ao passo que Energia e Consumo Cíclico exibiram os menores indicadores. Em relação à inovação, os maiores níveis se concentraram nos setores de Tecnologia da Informação e Energia, enquanto segmentos como Imobiliário, Comunicação e Consumo não cíclico apresentaram baixa atividade inovadora. Complementarmente, a Análise de Correspondência Múltipla (MCA) evidenciou padrões estruturais consistentes entre desempenho ESG, inovação e estágio de ciclo de vida, demonstrando que empresas maduras se associaram a níveis mais elevados de desempenho ESG e inovação. Também foram observadas correspondências significativas entre setores e países: setores intensivos em tecnologia e energia se destacaram por maior propensão à inovação, ao passo que setores tradicionais e países com menor maturidade institucional exibiram desempenho inferior. Testes estatísticos confirmaram que essas diferenças foram significativas, refletindo padrões desiguais de desempenho ESG e inovação na região. Nas regressões, a inovação exerceu efeito positivo e significativo sobre o desempenho ESG no modelo geral, indicando que maiores níveis de inovação estiveram associados a melhores indicadores ESG. Ao incorporar o ciclo de vida, verificou-se uma divergência entre os modelos analisados: enquanto, no modelo de Dickinson (2011), a fase de Maturidade não potencializou o efeito da inovação sobre o desempenho ESG, no modelo de Park e Chen (2006) esse impacto foi ampliado nas empresas maduras. Entre os pilares do ESG, o ambiental apresentou a associação mais robusta; o social, embora positivo no agregado, tornou-se negativo em determinadas interações com o ciclo de vida; e o de governança não apresentou efeitos significativos. Esses achados reforçaram que o engajamento em sustentabilidade e inovação refletiu não apenas características organizacionais, mas também contextos setoriais e nacionais. Em síntese, os resultados demonstraram que a inovação influenciou positivamente o desempenho ESG, mas sua efetividade dependeu do estágio de ciclo de vida da firma e das especificidades estruturais e institucionais. Abstract: This research analyzed the influence of innovation on ESG (Environmental, Social and Governance) performance in Latin American companies, considering the moderating role of the different stages of the firm life cycle. The sample consisted of 656 observations of publicly traded, non-financial firms from six countries between 2019 and 2023. The dependent variable was ESG performance, while the variables of interest were innovation and the firm life cycle, classified according to the models of Dickinson (2011) and Park and Chen (2006). The panel regression model incorporated control variables related to profitability, leverage, risk, size, institutional enforcement, industry, and country. The descriptive results indicated heterogeneity in ESG performance and innovation across countries and sectors. Colombia presented the highest average ESG score, and Argentina the lowest, while Brazil, Mexico, Chile, and Peru fell within intermediate levels. Sector-wise, the highest ESG values were concentrated in Healthcare and Basic Materials, whereas Energy and Consumer Cyclicals exhibited the lowest indicators. Regarding innovation, the highest levels were observed in Information Technology and Energy, while sectors such as Real Estate, Communication, and Consumer Staples showed low innovative activity. Additionally, Multiple Correspondence Analysis (MCA) revealed consistent structural patterns among ESG performance, innovation, and life-cycle stage, showing that mature firms were associated with higher levels of ESG performance and innovation. Significant correspondences were also observed across industries and countries: technology-intensive and energy sectors stood out for higher innovation propensity, whereas traditional sectors and countries with lower institutional maturity displayed weaker performance. Statistical tests confirmed that these differences were significant, reflecting uneven ESG and innovation patterns across the region. In the regressions, innovation had a positive and significant effect on ESG performance in the overall model, indicating that higher levels of innovation were associated with better ESG indicators. By incorporating the life-cycle perspective, a divergence between the models became evident: while in Dickinson?s (2011) model the Maturity stage did not enhance the effect of innovation on ESG performance, in Park and Chen?s (2006) model this impact was strengthened among mature firms. Among the ESG pillars, the environmental dimension showed the strongest association; the social pillar, although positive on average, became negative in certain interactions with the life cycle; and the governance pillar did not show significant effects. These findings reinforced that engagement in sustainability and innovation reflected not only organizational characteristics but also sectoral and national contexts. In summary, the results demonstrated that innovation positively influenced ESG performance, but its effectiveness depended on the firm?s life-cycle stage and on structural and institutional specificities. |
| Description: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2026. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/272019 |
| Date: | 2026 |
| Files | Size | Format | View |
|---|---|---|---|
| PPGC0322-D.pdf | 1.582Mb |
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