Hipertensão arterial sistêmica em mulheres participantes do ELSI-Brasil: uma análise temporal das duas ondas

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Hipertensão arterial sistêmica em mulheres participantes do ELSI-Brasil: uma análise temporal das duas ondas

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Title: Hipertensão arterial sistêmica em mulheres participantes do ELSI-Brasil: uma análise temporal das duas ondas
Author: Borges, Sandro da Silva
Abstract: Introdução: Nas últimas três décadas, o número de adultos hipertensos com idade entre 30 e 79 anos saltou de 650 milhões para 1,28 bilhões em todo o mundo. A Hipertensão Arterial Sistêmica, definida por níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg, representa um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. Sua elevada prevalência reflete a interação entre determinantes sociais, ambientais e genéticos, além de condições como histerectomia, sobrepeso, envelhecimento e climatério. O controle adequado requer medidas farmacológicas e não farmacológicas, cuja adesão depende de fatores individuais e contextuais. Objetivo: descrever na população feminina a prevalência da hipertensão arterial sistêmica autorreferida e a chance de controle inadequado da doença ajustada por fatores de risco em dois estudos transversais. Métodos: Tratam-se de dois estudos transversais conduzidos com amostras de dados secundários da primeira e segunda onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) nos períodos de 2015 a 2016 e 2019 a 2021. Os desfechos estudados são diagnósticos de hipertensão autorrelatado, tratamento da doença relatado pelo uso de medicamento e controle da hipertensão arterial mensurado pela média da aferição da pressão arterial. As análises estatísticas deram-se através de Regressão de Poisson e Regressão Logística. Resultados: Observou-se que nas amostras avaliadas, na segunda onda a prevalência da hipertensão foi menor 56,3%. Nos modelos ajustados, as características sociodemográficas de maior prevalência da doença e chance para o controle da hipertensão foram: residir na região Centro-Oeste com prevalência em 58% e maior proporção de mulheres hipertensas em tratamento e controle adequado da doença (38,57%); por outro lado, na faixa etária de 70 a 79 anos a prevalência da hipertensão foi 19% e se observou aumentou em até 52% na chance do controle inadequado da hipertensão; ser analfabeta ou sem instrução apresentou prevalência da doença em 50% e aumento em até 79% da chance de controle inadequado da hipertensão; ser preta ou parda apresentou prevalência da doença em 7% e a chance de controle inadequado da hipertensão aumentou até 36%. Conclusão: Os resultados evidenciam que nos períodos analisados persistem iniquidades e desigualdades em saúde entre as mulheres mais velhas. Logo, esta pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas coordenadas voltadas para o envelhecimento saudável da população feminina, sobretudo, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e regional.Abstract: Introduction: Over the past three decades, the number of hypertensive adults aged 30 to 79 has surged from 650 million to 1.28 billion worldwide. Systemic Arterial Hypertension, defined by levels equal to or greater than 140/90 mmHg, represents a significant risk factor for cardiovascular diseases. Its high prevalence reflects the interaction between social, environmental, and genetic determinants, in addition to conditions such as hysterectomy, overweight, aging, and climacteric. Adequate control requires pharmacological and nonpharmacological measures, whose adherence depends on individual and contextual factors. Objective: In the female population, describe the prevalence of self-reported systemic arterial hypertension and the odds of inadequate control of the disease adjusted for risk factors in two cross-sectional studies. Methods: These are two cross-sectional studies conducted with samples of secondary data from the first and second waves of the Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Brasil) during the periods 2015-2016 and 2019-2021. The studied outcomes are self-reported hypertension diagnosis, reported treatment of the condition through medication use, and hypertension control measured by the average blood pressure reading. Statistical analyses were performed using Poisson Regression and Logistic Regression. Results: It was observed that in the evaluated samples, the prevalence of hypertension was lower in the second wave at 56,3%. In the adjusted models, the sociodemographic characteristics with the highest prevalence of the disease and odds for hypertension control were: residing in the Central-West region with a prevalence of 58% and a higher proportion of hypertensive women under treatment and with adequate control of the condition (38,57%); on the other hand, in the age group of 70 to 79 years, the prevalence of hypertension was 19% and the odds of inadequate hypertension control increased by up to 52%; being illiterate or without formal education showed prevalence of the disease by 50% and increased the odds of inadequate hypertension control by up to 79%; being Black or Brown (Preta or Parda) showed a disease prevalence of 7% and increased the odds of inadequate hypertension control by up to 36%. Conclusion: The results showed that, during the analyzed periods, health inequities and inequalities persist among older women. Therefore, this research reinforces the need for coordinated public policies aimed at the healthy aging of the female population, especially for women in situations of social and regional vulnerability.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271698
Date: 2025


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