Efetividade da realidade virtual como distração à dor no cateterismo intravenoso periférico em crianças: estudo clínico, randômico e paralelo

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Efetividade da realidade virtual como distração à dor no cateterismo intravenoso periférico em crianças: estudo clínico, randômico e paralelo

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Title: Efetividade da realidade virtual como distração à dor no cateterismo intravenoso periférico em crianças: estudo clínico, randômico e paralelo
Author: Rocha, Patrícia Fernandes Albeirice da
Abstract: Introdução: o cateterismo intravenoso periférico é um procedimento comum em crianças atendidas no pronto socorro, porém pode causar dor e desconforto. Para reduzir esses efeitos indesejados, podem ser empregadas técnicas de distração, sendo a realidade virtual promissora para este fim. Objetivo: verificar a efetividade da utilização da realidade virtual como distração à dor durante o cateterismo intravenoso periférico em crianças atendidas em um pronto socorro em relação ao cuidado habitual. Métodos: ensaio clínico randômico e paralelo realizado em um Pronto Socorro de um Hospital Infantil do sul do Brasil, com 352 crianças que foram incluídas em dois grupos: 171 no grupo intervenção no qual a cateterização intravenosa periférica foi realizada com apoio de óculos de realidade virtual e 181 no grupo controle, sendo utilizado o cuidado habitual, sem método de distração. Foram incluídas crianças com idade entre 4 e 15 anos incompletos, clinicamente estáveis, conscientes e submetidas a procedimentos eletivos. Todas as crianças foram preparadas para o procedimento através do Brinquedo Terapêutico Instrucional ou Cartilha Educativa. Os dados foram coletados por meio de instrumento estruturado e observação direta do procedimento. Os desfechos avaliados foram percepção da dor, medida com a Escala de Dor Faces - Revisada, e comportamentos relacionados a dor através de variáveis Escala de Observação de Estresse Comportamental. A coleta de dados foi realizada entre os meses de setembro de 2021 a novembro de 2022, sendo o período entre setembro de 2021 e dezembro de 2021 correspondente ao estudo piloto e, o período de fevereiro de 2022 a novembro de 2022 correspondente ao ensaio clínico randômico. A amostra foi estratificada em 4 a 8 anos e 9 a 15 anos incompletos. Foram estimados o Risco Relativo e Intervalos de Confiança de 95% para verificar a associação entre as variáveis de exposição e o desfecho. A significância foi determinada usando o qui-quadrado de Pearson ou testes exatos de Fisher, com um nível de significância de 5%. Foram utilizados testes de Kruskal-Wallis para analisar as variáveis de nível de dor e correção de Bonferroni para comparações múltiplas. O projeto recebeu aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos sob número de aprovação 5.211.389, registrado na plataforma de Registro Brasileiro de Ensaio Clínico RBR-6254jmy e com o Universal Trial Number U1111-1280-9762. Resultados: os resultados são apresentados em três manuscritos intitulados: Qualidade dos relatos de ensaios clínicos randômicos sobre realidade virtual durante punção/cateterismo intravenoso periférico; Efetividade da realidade virtual na distração à dor durante cateterização intravenosa periférica em crianças: um piloto de ensaio clínico randômico; Efetividade da realidade virtual na dor durante a cateterização intravenosa periférica no pronto-socorro: um ensaio clínico randomizado. Como resultado do primeiro artigo foi evidenciado que os relatos dos ensaios clínicos randômicos sobre realidade virtual e cateterismo intravenoso periférico possuem boa qualidade, embora haja necessidade de melhorar a descrição dos itens mencionados no CONSORT. Constatou-se por meio do segundo artigo, que foi o estudo piloto deste ensaio clínico randômico, que o mesmo era viável, o protocolo estava bem desenhado e, a partir do mesmo, a amostra do estudo foi calculada. Ainda, se verificou que a realidade virtual por meio dos óculos foi bem tolerada e apreciada pelas crianças, reiterando a necessidade da realização deste estudo. O terceiro artigo mostrou que houve associação positiva na redução da dor em 43% (RR: 0.57; IC 95%: 0.45-0.72) em todas as faixas etárias. Em crianças de 4 a 9 anos, a realidade virtual foi significativamente associada a uma redução de 47% no risco de dor (RR: 0,53; IC 95%: 0,39-0,71). Da mesma forma, entre crianças de 9 a 15 anos, o uso da realidade virtual demonstrou uma redução de 37% no risco de dor (RR: 0,63; IC 95%: 0,43-0,91), bem como, demonstrou redução nos comportamentos relacionados à dor em todas as idades, porém mais pronunciada no grupo de crianças de menor idade. Em contrapartida, 17 (9%) crianças descontinuaram o uso devido baixa tolerância ao cateterismo intravenoso periférico, apresentando fobia extrema a agulhas. Conclusão: a realidade virtual por meio dos óculos mostrou-se efetiva para reduzir a dor e os comportamentos relacionados à dor, principalmente em crianças entre 4 e 8 anos.Abstract: Introduction: peripheral intravenous catheterization is a common procedure in children treated in the emergency room, but it can cause pain and discomfort. To reduce these undesirable effects, distraction techniques can be employed, with virtual reality being promising for this purpose. Objective: to verify the effectiveness of using virtual reality as a distraction for pain during peripheral intravenous catheterization in children treated in an emergency room compared to usual care. Methods: a randomized, parallel clinical trial was conducted in the Emergency Room of a Children's Hospital in southern Brazil, with 352 children included in two groups: 171 in the intervention group, where peripheral intravenous catheterization was performed with the support of virtual reality glasses, and 181 in the control group, where usual care was used without any distraction method. Children included were aged between 4 and 15 years, clinically stable, conscious, and undergoing elective procedures. All children were prepared for the procedure through Therapeutic Instructional Play or Educational Booklet. Data were collected through a structured instrument and direct observation of the procedure. The outcomes evaluated were pain perception, measured with the Revised Faces Pain Scale, and pain-related behaviors through the Behavioral Stress Observation Scale variables. Data collection was conducted from September 2021 to November 2022, with the period between September 2021 and December 2021 corresponding to the pilot study, and the period from February 2022 to November 2022 corresponding to the larger randomized clinical trial. The sample was stratified into two age groups: 4 to 8 years and 9 to 15 years. Relative Risk and 95% Confidence Intervals were estimated to verify the association between exposure variables and the outcome. Significance was determined using Pearson's chi-square or Fisher's exact tests, with a significance level of 5%. Kruskal-Wallis tests were used to analyze pain level variables and Bonferroni correction for multiple comparisons. The project received approval from the Human Research Ethics Committee under approval number 5.211.389, registered on the Brazilian Clinical Trials Registry platform RBR-6254jmy, and with the Universal Trial Number U1111-1280-9762. Results: the results are presented in three manuscripts titled: Quality of randomized clinical trials reports on virtual reality during peripheral intravenous puncture/catheterization; Effectiveness of virtual reality on pain distraction during peripheral intravenous catheterization in children: a pilot randomized controlled trial; Effectiveness of virtual reality on pain during peripheral intravenous catheterization in the emergency room: a randomized clinical trial. The first article demonstrated that the reports of randomized clinical trials on virtual reality and peripheral intravenous catheterization are of good quality, although there is a need to improve the description of items mentioned in the CONSORT. The second article, which was the pilot study of this randomized clinical trial, showed that the trial was feasible, the protocol was well-designed, and from it, the study sample was calculated. It also found that virtual reality using glasses was well-tolerated and appreciated by children, reiterating the need for this study. The third article showed a positive association in pain reduction by 43% (RR: 0.57; 95% CI: 0.45-0.72) across all age groups. In children aged 4 to 9 years, virtual reality was significantly associated with a 47% reduction in pain risk (RR: 0.53; 95% CI: 0.39-0.71). Similarly, among children aged 9 to 15 years, the use of virtual reality demonstrated a 37% reduction in pain risk (RR: 0.63; 95% CI: 0.43-0.91), as well as a reduction in pain-related behaviors in all ages, but more pronounced in the younger age group. Conversely, 17 (9%) children discontinued use due to low tolerance to peripheral intravenous catheterization, presenting extreme needle phobia. Conclusion: virtual reality using glasses was effective in reducing pain and pain-related behaviors, especially in children aged 4 to 8 years.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2024.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271695
Date: 2024


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