ENXAQUECA PEDIÁTRICA: ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO E DA RESPOSTA TERAPÊUTICA EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA EM FLORIANÓPOLIS, SC

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ENXAQUECA PEDIÁTRICA: ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO E DA RESPOSTA TERAPÊUTICA EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA EM FLORIANÓPOLIS, SC

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Title: ENXAQUECA PEDIÁTRICA: ANÁLISE DO PERFIL CLÍNICO E DA RESPOSTA TERAPÊUTICA EM CRIANÇAS ATENDIDAS EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA EM FLORIANÓPOLIS, SC
Author: Oliveira, Gabriel Vinícius Martins de
Abstract: A enxaqueca pediátrica é uma condição de alto impacto na qualidade de vida e com desafios diagnósticos devido à sintomatologia diversa. Este estudo observacional e descritivo analisou o perfil clínico da enxaqueca pediátrica e a resposta terapêutica à farmacologia abortiva e profilática em um Hospital Terciário em Florianópolis, SC. Foram revisados 171 prontuários de pacientes com enxaqueca entre 0 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, Os participantes tinham idade média de 10 anos e 4 meses, e predominância feminina (53,80%). A maioria apresentava crises há mais de 6 meses (56,72%), com início entre 8 e 12 anos (40,94%). A dor era predominantemente bilateral (67,25%), frontal (49,70%) e pulsátil (55,55%), com náuseas/vômitos, fotofobia e fonofobia como sintomas associados, com frequências semelhantes. Auras ocorreram em 19,88% dos casos, sendo visuais (58,82%) e sensoriais (44,12%) as mais comuns. Da amostra, 54,34% dos pacientes tinham comorbidades, com o sistema nervoso (53,76%) e respiratório (17,20%) os mais afetados. TDAH, crises convulsivas inespecíficas, epilepsia e deficiência intelectual foram as comorbidades neurológicas mais frequentes. Internações prévias ocorreram em 17,54% dos pacientes. A história familiar de cefaleias foi positiva em 76,60% dos casos, sendo 83,20% enxaqueca. Em termos farmacológicos, 68,42% necessitaram de medicação abortiva, sendo dipirona (51,28%), paracetamol (38,46%) e ibuprofeno (22,22%) os mais usados, com taxas de resposta de 53,33%, 53,33% e 50,00%, respectivamente. A terapia profilática foi necessária em 40,78% da amostra, com flunarizina (n:43), amitriptilina (n:30), valproato de sódio (n:17) e topiramato (n:14) como os mais prescritos. O topiramato apresentou as menores taxas de falha terapêutica geral e em terapia sequencial, enquanto a flunarizina teve a menor taxa de falha em monoterapia, mas a maior em terapia sequencial. Valproato de sódio e flunarizina tiveram as maiores taxas de sucesso em monoterapia, e topiramato, valproato de sódio e propranolol em terapia sequencial. Os efeitos adversos mais comuns foram sonolência e agitação, principalmente com flunarizina.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270280
Date: 2025-06-13


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ENXAQUECA PEDIÁ ... - Florianópolis 2025-1.pdf 603.2Kb PDF View/Open Trabalho de conclusão de curso de graduação em Medicina

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