Efeito da termociclagem, imersão em café e higienização com enxaguatório à base de peróxido de hidrogênio na estabilidade de cor e rugosidade superficial de uma resina monocromática

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Efeito da termociclagem, imersão em café e higienização com enxaguatório à base de peróxido de hidrogênio na estabilidade de cor e rugosidade superficial de uma resina monocromática

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Title: Efeito da termociclagem, imersão em café e higienização com enxaguatório à base de peróxido de hidrogênio na estabilidade de cor e rugosidade superficial de uma resina monocromática
Author: Keppel, Felipe Guilherme
Abstract: RESUMO Introdução: Resinas compostas monocromáticas foram desenvolvidas para simplificar a seleção de cor e reduzir o tempo clínico, apresentando adaptação óptica às estruturas dentais. Entretanto, sua estabilidade de cor e rugosidade pode ser influenciada por agentes pigmentantes e higienizadores. Enxaguatórios com peróxido de hidrogênio, apesar do potencial clareador, podem provocar alterações químicas em superfícies restauradoras. Assim, torna-se relevante avaliar o comportamento de resinas monocromáticas frente a condições simuladas de envelhecimento, pigmentação e higienização oxidativa. Objetivo: Analisar a estabilidade de cor e rugosidade de uma resina composta monocromática após termociclagem, imersão em café e higienização com enxaguatório contendo peróxido de hidrogênio. Materiais e métodos: Espécimes circulares da resina Vittra Unique FGM (3 mm × 10 mm) foram submetidos a termociclagem, imersão em café e exposição ao enxaguatório Listerine Whitening Extreme (2,5% H₂O₂), em sistema de simulação de bochecho (n = 10). A estabilidade de cor foi mensurada pelo sistema CIELab (ΔE) e classificada conforme o NBS nos tempos: imediato, pós-polimento (1 semana), pós-café (G3), termociclagem + enxaguatório (G2) e apenas enxaguatório (G4), simulando 1 ano de uso. A rugosidade (Ra, µm) foi avaliada pelo perfilometro antes e após os protocolos. As análises estatísticas incluíram ANOVA, Kruskal– Wallis, Friedman, Wilcoxon e Mann–Whitney (p < 0,05). Resultados: O tempo exerceu efeito significativo sobre a cor (p < 0,05). O polimento reduziu ΔE em todos os grupos. Após um ano simulado, apenas o grupo exposto ao café apresentou alteração significativamente superior (p < 0,001). O enxaguatório com peróxido de hidrogênio manteve a cor semelhante aos períodos inicial e pós-polimento (p > 0,05), e a termociclagem não promoveu alterações perceptíveis. A rugosidade não apresentou diferenças significativas entre grupos ou tempos (p > 0,05). Conclusão: A resina monocromática demonstrou elevada estabilidade de cor após termociclagem e higienização com enxaguatório clareador, mantendo rugosidade superficial estável. O café foi o principal agente pigmentante, sem reversão cromática pelo enxaguatório, indicando potencial clínico da resina para uso estético e funcional frente às condições simuladas.ABSTRACT Introduction: Monochromatic composite resins were developed to simplify shade selection and reduce clinical time, offering optical blending with dental structures. However, their color stability and surface roughness may be influenced by staining agents and hygienic solutions. Mouthrinses containing hydrogen peroxide, despite their whitening potential, can induce chemical alterations on restorative surfaces. Thus, it is relevant to evaluate the behavior of monochromatic resins under simulated conditions of aging, pigmentation, and oxidative hygiene. Objective: To analyze the color stability and surface roughness of a monochromatic composite resin after thermocycling, coffee immersion, and hygiene with a hydrogen-peroxide– based mouthrinse. Materials and Methods: Circular specimens of Vittra Unique resin (3 mm × 10 mm) were subjected to thermocycling, coffee immersion, and exposure to Listerine Whitening Extreme mouthrinse (2.5% H₂O₂) using a simulated rinsing system (n = 10). Color stability was measured using the CIELab system (ΔE) and classified according to the NBS scale at the following times: immediate, post-polishing (1 week), post-coffee (G3), thermocycling + mouthrinse (G2), and mouthrinse only (G4), simulating 1 year of use. Surface roughness (Ra, µm) was assessed by profilometry before and after the protocols. Statistical analyses included ANOVA, Kruskal–Wallis, Friedman, Wilcoxon, and Mann–Whitney tests (p < 0.05). Results: Time had a significant effect on color (p < 0.05). Polishing reduced ΔE in all groups. After one simulated year, only the coffee-exposed group showed significantly greater color change (p < 0,001). The hydrogen-peroxide rinse maintained color values similar to the initial and postpolishing periods (p > 0.05), and thermocycling did not promote perceptible changes. Surface roughness showed no significant differences between groups or time points (p > 0.05). Conclusion: The monochromatic resin demonstrated high color stability after thermocycling and hygiene with a peroxide-based whitening mouthrinse, maintaining stable surface roughness. Coffee was the main staining agent, and its effects were not reversed by the mouthrinse, supporting the resin’s clinical potential for aesthetic and functional use under simulated conditions.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Odontologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270254
Date: 2025-10-24


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