Avaliação da operacionalização da promoção de saúde na atenção primária: cenário, desafios e perspectivas

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Avaliação da operacionalização da promoção de saúde na atenção primária: cenário, desafios e perspectivas

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Title: Avaliação da operacionalização da promoção de saúde na atenção primária: cenário, desafios e perspectivas
Author: Adão, Izaltina
Abstract: Introdução: A Promoção da Saúde é um campo dinâmico que requer investigação contínua e estratégias inovadoras. A Atenção Primária à Saúde, como porta de entrada do sistema de saúde, é um espaço estratégico para a atuação sobre determinantes sociais e a implementação de ações promotoras da saúde. No entanto, sua operacionalização enfrenta desafios relacionados à complexidade das intervenções, desconhecimento de diretrizes, diversidade dos contextos e dificuldades avaliativas. Esses obstáculos reforçam a necessidade de abordagens avaliativas mais abrangentes e contextualizadas. Objetivo: Avaliar a operacionalização da Promoção da Saúde na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde. Método: Trata-se de uma pesquisa avaliativa, conduzida por meio de uma abordagem metodológica mista, enquadrada na categoria de análise de implementação em diferentes contextos. O estudo foi estruturado em duas etapas complementares. A primeira consistiu em um estudo de avaliabilidade, com análise documental, revisão da literatura, modelagem teórica e lógica, elaboração da Matriz de Análise e Julgamento e validação do modelo avaliativo em oficina de consenso com especialistas. A segunda envolveu um estudo de casos múltiplos em três Unidades Básicas de Saúde de um município da região Sul do Brasil, selecionadas com base no Índice Brasileiro de Privação e validadas pela gestão municipal. A coleta de dados incluiu a aplicação de um questionário estruturado via Google Forms, seguida de entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde e gestores. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva e os dados qualitativos foram examinados por meio da técnica de Análise de Conteúdo, com o auxílio do software ATLAS.ti®. Resultados: O modelo avaliativo compreendeu quatro dimensões, 17 subdimensões, 45 indicadores e 84 medidas. O grau de operacionalização foi classificado em escores de 0 a 6 pontos, variando de \"incipiente\" a \"avançado\". A aplicação do modelo evidenciou fragilidades significativas na operacionalização das ações de promoção da saúde, principalmente aquelas relacionadas à articulação intersetorial, racionalidade no uso de medicamentos, atividades físicas e enfrentamento de tabagismo, álcool e outras drogas, além de desafios operacionais relacionados à dimensão estrutural. As entrevistas indicaram uma concepção limitada de Promoção da Saúde, associada à prevenção, e revelaram barreiras estruturais como ausência de institucionalização, desigualdade no acesso e foco na demanda espontânea. O Caso 1, situado em área de alta privação, obteve o melhor resultado, sugerindo que fatores como organização do trabalho, articulação da equipe e estratégias participativas foram mais determinantes que os recursos disponíveis. Considerações finais: As ações de Promoção da Saúde na APS mostram-se intermediárias e dependentes de iniciativas individuais, o que compromete sua sustentabilidade. O modelo avaliativo demonstrou robustez teórica, aplicabilidade prática e potencial de adaptação a distintos contextos. Sua utilização pode qualificar o planejamento, monitoramento e avaliação das práticas em saúde, contribuindo para a redução de vulnerabilidades e a promoção da equidade. Dessa forma, espera-se que este estudo ofereça subsídios relevantes para o avanço das práticas avaliativas na Promoção da Saúde no SUS.Abstract: Introduction: Health promotion is a dynamic field that requires continuous investigation and innovative strategies. As the gateway to the healthcare system, Primary Health Care (PHC) is a strategic setting for addressing social determinants and implementing health promotion actions. However, its operationalization faces challenges related to the complexity of interventions, lack of knowledge about guidelines, contextual diversity, and evaluation difficulties. These obstacles underscore the need for more comprehensive and context-sensitive evaluation approaches. Objective: To assess the operationalization of health promotion in the Primary Health Care of Brazil?s Unified Health System (SUS). Method: This is an evaluative study, conducted through a mixed-methods approach and framed within the category of implementation analysis in different contexts. The study was structured in two complementary phases. The first involved an evaluability assessment, including document analysis, literature review, theoretical and logical modeling, development of an Analysis and Judgment Matrix, and validation of the evaluation model in a consensus workshop with experts. The second phase consisted of a multiple case study in three Basic Health Units in a municipality in southern Brazil, selected based on the Brazilian Deprivation Index and validated by local management. Data collection included a structured questionnaire via Google Forms, followed by semi-structured interviews with healthcare professionals and managers. Quantitative data were analyzed using descriptive statistics, and qualitative data were examined through Content Analysis using ATLAS.ti® software. Results: The evaluative model encompassed four dimensions, 17 subdimensions, 45 indicators, and 84 measures. The degree of operationalization was classified using scores ranging from 0 to 6, spanning from \"incipient\" to \"advanced.\" The application of the model revealed significant weaknesses in the operationalization of health promotion actions, particularly those related to intersectoral coordination, rational use of medications, physical activity, and the prevention of smoking, alcohol, and other drug use. It also identified operational challenges associated with structural aspects. Interviews indicated a limited understanding of Health Promotion, often conflated with prevention, and highlighted structural barriers such as lack of institutionalization, unequal access, and a focus on spontaneous demand. Case 1, located in an area of high deprivation, showed the best result, suggesting that factors such as work organization, team coordination, and participatory strategies were more decisive than the availability of material resources. Final Considerations: Health Promotion actions within Primary Health Care appear to be at an intermediate level of implementation and largely dependent on individual initiatives, which compromises their sustainability. The evaluative model demonstrated theoretical robustness, practical applicability, and potential for adaptation across diverse contexts. Its use can enhance the planning, monitoring, and evaluation of health practices, contributing to the reduction of vulnerabilities and the promotion of equity. Thus, this study is expected to provide valuable insights to advance evaluative practices in Health Promotion within the Brazilian Unified Health System.
Description: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269882
Date: 2025


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